Crise no autismo ou seria uma birra?

Imagem de folhas de araucária queimando, com chamas e pedaços do tronco exposto, representando como fica internamente uma crise no autismo.

A crise no autismo é sinal de que sua criança está inflamada e desregulada e você vai entender porquê.

Por dentro ele está inflamado, queimando. Assistir a isso causa uma dor, uma sensação de impotência, uma vontade de puxar-lo para fora daquela situação, mas esta é a grande diferença entre uma birra e uma crise.

Existe algo mais que tira o chão dos pais do que uma crise? Há algo que se possa fazer durante uma crise no autismo?

Presenciar uma crise de um autista é como passar um trator por cima da pessoa. Uma crise de uma pessoa com autismo, quando acontece com alguém tão querido e próximo como um filho ou filha é absolutamente devastador. Assistir uma crise no autismo e não saber como ajudar é de um sofrimento indescritível. Abaixo vou te apresentar a minha perspectiva.

Segredos escondidos em uma crise no autismo

Um dos grandes problemas das crises, é a tempestade de substâncias que são secretadas no sangue, que ficam circulando depois e podem ser facilitadores para uma nova crise justamente porque o corpo literalmente “inflamado e irritado” gerando um ciclo vicioso de novas crises em sequencia que vão ser gatilhos para novas crises. Um ciclo vicioso.

As crises liberam além de cortisol, que é o hormônio do estresse, liberam também citocinas inflamatórias, uma tempestade delas. Isso combinado com a reduzida capacidade de detox encontrada frequentemente nos autistas, mantém estas toxinas e hormônios secretados circulando e então, adivinha o que acontece? Mais crise no autismo! Porquê?

Porque inflamação gera irritação!

Porque inflamação gera irritação que desregula e destempera a criança no sentido dela perder a temperança. Ela queima por dentro e então ela explode por fora. Não é objetivo nesta postagem aprofundar em conteúdos técnicos de especialidades médicas, mas a neuro inflamação merece um post completo. Assim vou abordar a questão da crise no autismo pela visão de pais, como eles podem atuar e agir de forma a quebrar este círculo vicioso e ir para um virtuoso.

Apenas gostaria de alertar que este círculo vicioso é extremamente extenuante para a criança e também para a família. Infelizmente, quando a família alcança um ponto de esgotamento, muitas crianças com crises são encaminhadas para a psiquiatria e recebem medicações que ainda não são aprovadas para uso em crianças. Os médicos, sabendo do malefício que as crises causam no corpo destas crianças estão querendo, com a maior boa intenção auxiliar aqueles que lhe chegam. Mas estes profissionais maravilhosos não fazem milagres. Não existe uma pílula mágica para acabar com o autismo e deixar a criança típica novamente. Não existe uma pílula mágica para acabar com as crises. Eles são humanos e com os recursos limitados que tem, fazem o melhor que podem. Os médicos tem todo o meu respeito e consideração.

Dessa forma, trago aqui a minha experiência pessoal de crises no autismo e outras mais com a intenção de expandir os horizontes.

Minha experiência com crises

Um pouco da minha experiência: Eu cresci assistindo crises epiléticas. Não estou aqui querendo comparar uma crise do autismo com uma crise epilética, eles são diferentes em muitos aspectos e similares em outros. Só peço que continue a leitura para entender a minha experiência e depois me conte nos comentários se foi útil para você.

Meu irmão caçula, apenas 10 meses mais novo que eu tinha epilepsia refratária. Na época eu não entendia o que isso queria dizer, mas ele passava muito tempo comigo já que éramos só nós dois e eu pude presenciar centenas de crises. Epilepsia refratária é uma epilepsia de difícil controle, como era a do meu irmãozinho. Nos anos 70 do século XX, não haviam muitas medicações para as crises, então meus pais pediam a amigos e parentes que viajavam ao exterior para trazerem medicações que aparentemente estavam fazendo sucesso lá fora. Sempre com indicação médica. Ele tomava 2, 3, 5 medicações diferentes por dia e as crises continuavam. Então eu estava lá, ao lado dele, assistindo tudo aquilo e tentando fazer algo para ajudar.

As crises tem padrões?

Eu observava alguns padrões sutis nas crises dele. Sempre antes de uma crise a expressão dele mudava. Eu passava muito tempo com ele e assim, só de olhar para ele eu já sabia que estava vindo uma crise. E sim, eu acertava, instantes depois eu já estava assistindo mais uma delas. Nestes momentos uma explosão de impotência acontecia dentro de mim! Meu querido irmãozinho caçula ali estava, tendo aquela reação na minha frente e eu nada podia fazer. O terror de assistir aquilo frequentemente foi me chamando a atenção para o que acontecia antes. Como eu poderia evitar que aquilo acontecesse novamente?

E fui vendo que, com uma frequência muito grande, haviam situações que ele tinha dificuldade de lidar e que lembravam uma situação anterior que ele também teve dificuldade de lidar e ele acabou tendo uma crise. Era como se o cérebro dele fechasse curto-circuito para apagar uma situação ou emoção que ele não tinha conseguido lidar e cada vez que uma situação despertava uma emoção parecida, aquela lembrança era acionada e o cérebro fechava um curto-circuito.

Desta forma eu via que antes das crises, uma situação de não ser entendido, não ser atendido, ser contrariado, ou uma sobrecarga sensorial estava presente. Isso foi me ajudando a conversar com ele, distrair meu irmãozinho daquela situação ia ajudando a ter menos crises dele para assistir.

As crises no autismo

Voltando para o presente, eu pude observar também que nas crises no autismo de meu filho acontecia algo parecido. Antes de uma crise, sempre havia um episódio dele não se comunicar, não se sentir entendido, a sensação de que iria reviver uma experiência ruim ou uma sobrecarga emocional eram o gatilho que faziam uma crise acontecer. Isso foi apurando o meu olhar de forma que desenvolvi estratégias para que ele não entrasse em crise.

Abrindo um parênteses aqui: o eletroencefalograma / mapeamento cerebral de meu filho desde pequeno apresentava moderados sinais disfuncionais, inespecíficos, difusos; como os sinais encontrados no mapeamento de crianças que tem convulsões. Felizmente, meu filho nunca chegou a ter uma convulsão, graças à forma que eu observava e abordava as prévias de suas crises.

Assim, esclarecidos estes pontos, vamos ao assunto dessa postagem: Crises no autismo ou seria uma birra?

Uma birra passa!

Uma birra passa quando a criança recebe o que quer. Tende a acontecer quando a criança ou jovem se sente contrariada e assim usa deste artifício como uma criança típica também faz. As crianças até uma certa idade tendem a ter este comportamento egocêntrico e a birra é uma forma de mostrar que não está satisfeita com uma situação ou condição, e, na falta de melhores argumentos, então usa esta estratégia para obter o que deseja.

Uma crise no autismo não passa.

Nada que os pais, família, pessoas próximas façam ajuda a passar. Existe uma tempestade de bioquímicos sendo liberados no sangue que tendem a permanecer e a facilitar acontecer uma nova crise na sequencia.

Durante a crise no autismo, com uma grande dor vemos que a criança ou jovem mesmo que receba o que desencadeou a crise não consegue parar. Algo escapa de seu controle. Existe a liberação de diversos compostos no sangue que fazem aquela condição perdurar.

Uma crise dá sinais

Um observador mais atento pode perceber mudanças na fisionomia da criança antes que uma crise exploda. Pode ajudar neste momento pedir ajuda da criança, explicar que está percebendo que algo a está incomodando, que algo está acontecendo. Pedir para ela para explicar melhor!

Meu filho não é verbal, como controlo suas crises no autismo?

Assim como meu filho antes de começar os programas de organização neurológica (várias atividades que fazem com que o cérebro da criança retomem o desenvolvimento típico) também não era verbal, se sua criança não for verbal, existem formas de abordar sua criança de forma que ela consiga se expressar em um momento pré crise.

Antes da crise em si acontecer, sua criança será capaz de se comunicar com você mesmo ela não sendo verbal. Você sabe que ela está com frio, com sede ou com fome, mesmo ela não falando, certo? Então você vai desenvolver algumas novas formas de se comunicar, recursos da comunicação alternativa para que sua criança comunique com você a necessidade dela naquele momento.

Uma das formas que usamos (até que a criança desenvolva a fala), é fazer uma pergunta e apresentar para ela duas palavras sim e não, para que ela possa escolher entre elas, e continuar perguntando de forma que ela escolha entre o sim e o não até que você consiga entender o que ela está querendo.

O programa de Leitura é uma excelente ferramenta para isso, pois está associado a momentos de descontração e prazer para a criança e pode dar um conforto para elas ao verem uma palavra conhecida e que pode ser usada nessa ocasião para explicar o que a criança quer.

Meu filho tem ecolalia, como eu faço?

Para crianças já verbais, pode ficar mais confuso pedir para a criança falar, as crianças com ecolalia tendem a falar assuntos específicos e não responder perguntas diretas. Para elas, você pode também tentar o recurso do sim e do não até chegar onde a criança quer. Elas vão tender a fugir do assunto que a está incomodando? Sim, vão, este assunto, tema ou situação realmente as incomoda e ela vai tentar escapulir. Se for este o caso, vá conversando, perguntando rodeando até conseguir.

O que faço durante a crise?

Ajude-o a respirar! Respirar, oxigenar o corpo faz um benefício extraordinário. Um dos programas que temos para ajudar na organização é respiração.

O outro é oferecer um copo de água. Ao engolir a água ela precisa organizar a respiração para não engasgar, vai ajudar com a primeira dica acima.

Algo a fazer fora da crise?

No mais, invista em recursos que vão ajudar o desenvolvimento a acontecer. Quando o desenvolvimento acontece, as crises naturalmente vão se espaçando mais.

Conheça o curso O Caminho da organização neurológica! Você vai ter acesso a práticas e conteúdos que há décadas vem trazendo resultados no desenvolvimento das crianças.

O curso tem um módulo exclusivo Crescimento Social, com 10 recursos práticos para gradualmente ir entendendo melhor sua criança e consequentemente fazer com que ela se comunique melhor, entenda o ambiente, e saiba se comportar.

Antes de terminar quero te explicar a foto desta publicação: durante uma crise, a sua criança ou seu jovem está assim por dentro: inflamado, queimando descontroladamente. Salve esta imagem em sua mente e se lembre dela quando vir uma criança autista tendo uma crise.

Atenção: Este é um texto de opinião e experiência sobre crises no autismo. NÃO substitui aconselhamento médico, terapêutico ou de profissional da saúde. NÃO se destina a substituir o aconselhamento, o diagnóstico ou o tratamento médico e nutricional. Sempre procure a orientação do seu médico, terapeuta ou nutricionista com quaisquer perguntas que você possa ter sobre uma condição médica ou nutricional, respectivamente.

Síndrome de Down, Véras e Doman

menino lindo com um livro no colo feliz

Surpreendentes resultados de uma pesquisa de Portugal sobre o desenvolvimento de crianças com Síndrome de Down e o método Véras / Doman

Trata-se de um trabalho na Universidade do Porto, tese de mestrado em atividades físicas adaptadas de Nuno Ricardo Marques da Silva Reininho. O trabalho sobre o desenvolvimento de criança com Síndrome de Down com o método Doman / Véras é empolgante. Os resultados do desenvolvimento são comparados com os resultados de uma criança submetida à estimulação precoce desde 2 meses. Espero que seja inspirador para mães, pais e famílias.

Os resultados surpreendem e o próprio trabalho também pela seriedade e dedicação do profissional ao abraçar uma metodologia que até hoje aqui no Brasil, é simplesmente desconsiderada pelos meios acadêmicos.

Mesmo que o número de artigos e dissertações sobre a Síndrome de Down seja amplo, encontramos poucas referências ao método Doman/Delacato/Véras e as contribuições dos Institutos para o Desenvolvimento do Potencial Humano (Institutes for the Achievement of Human Potential), no âmbito da investigação, intervenção e desenvolvimento das potencialidades dos portadores desta síndrome (Véras, J. C., 2006; Véras, R., 1993; Doman, 1989, 1984).

Antes de mais nada gostaria de compartilhar a íntegra do estudo de Reininho tem 325 páginas (Link para baixar o trabalho direto do repositório deles), que eu vou resumir para vocês aqui.

Esclarecimentos sobre o método da organização neurológica

O método Doman (Organização Neurológica) foi desenvolvido por Glenn Doman para todas as crianças com lesão cerebral e Raimundo Véras fez o estudo, adaptação e a aplicação com muito sucesso para Síndrome de Down. Em suma: este método preconiza atividades físicas, sensoriais e de inteligência como forma de tratamento integral às pessoas com deficiências

No meu post anterior eu falo sobre as descobertas de Dr. Raimundo Véras em relação à Síndrome de Down, e sua pesquisa com 200 mães pais e famílias, sobre como estimular o desenvolvimento das crianças com Síndrome de Down, em parceria com Glenn Doman. https://neuroganho.com.br/blog/2020/05/29/sindrome-de-down-e-deficiencia-intelectual/

Como fonte de referência da publicação do Dr. Véras, incluo aqui o link para o livro que ele publicou dedicado às famílias das crianças com Síndrome de Down.

Pesquisa da Universidade do Porto

Nessa pesquisa foram selecionadas 2 crianças com a Síndrome de Down com perfil de idade e saúde parecidos sendo que a criança de controle foi sujeita desde os dois meses à estimulação precoce convencional e a outra desde os 7 meses ao Método Doman / Véras. O estudo durou 7 anos em que foram acompanhadas

Assim, cada uma das atividades feitas, rotinas diárias, aparelhos usados é detalhadamente descrita incluindo tabelas, diagramas e fotos. Metodologias foram utilizadas para avaliar as crianças em cada uma das habilidades de percepção, atenção e psicomotricidade.

“Um fato parece sobressair: as pessoas com Síndrome de Down têm um potencial cognitivo a desenvolver. “

Esta afirmação acima faz a síntese do trabalho, e para ser mais fiel ainda à pesquisa transcrevo suas conclusões:

Conclusões da pesquisa

“Vimos que as principais premissas sobre as quais assenta o tratamento preconizado por Glenn Doman (MDom) estão relacionadas com o enorme potencial de inteligência e de desenvolvimento psicomotor das crianças. Verificámos ainda estarmos perante um processo dinâmico, em constante mutação, que pode ser acelerado/optimizado através da utilização dos diferentes estímulos (visuais, auditivos, tácteis, olfactivos, gustativos e psicomotores) com maior frequência, intensidade e duração do que normalmente ocorreria no processo de crescimento. Interiorizamos também a pertinência da aplicação dos procedimentos terapêuticos pelos progenitores, quer pelas implicações emocionais, quer pela motivação adicional que aporta à criança e por permitir o tratamento no seu entorno natural (o domicílio).”

“Por outro lado, pudemos constatar os efeitos positivos da aplicação do método de organização neurológica dos IAHP (MDom), numa criança portadora de trissomia 21 de tipo simples/livre/homogénea (Criança Doman), estimulada pelos pais entre os sete meses e os 7 anos de idade, quando comparada com uma criança (Criança Controlo) acometida pela mesma alteração cromossómica e com um perfil muito aproximado (em termos morfológicos, de sexo e idade, de enquadramento familiar, de saúde, de cronologia académica, de prática desportiva e de estimulação precoce, embora com recurso a métodos distintos)...”

“Por outro lado, quando as prestações da Criança Doman foram analisadas à luz dos dados provenientes da consulta bibliográfica, e dos valores aí apresentados para diferentes tipos de populações (nenhuma delas caracterizada como sendo portadora de deficiências ou limitações psicomotoras e cognitivas), tornou-se evidente estarmos perante um caso enquadrável num perfil de normalidade cognitiva e psicomotora, no que às variáveis estudadas diz respeito.

Em síntese: a criança com Síndrome de Down pode ter um desenvolvimento como uma criança típica, do ponto de vista psicomotor e cognitivo.

A missão de compartilhar o estudo

Assim, compartilhando este valioso estudo, espero estar contribuindo para o entendimento que crianças / pessoas com Síndrome de Down são capazes como qualquer outra pessoa de se desenvolverem ao receber estímulos adequados para isso.

Sobre a oportunidade de desenvolvimento de pessoas com Síndrome de Down usando o método Véras / Doman

Aqui gostaria de acrescentar minha opinião pessoal sobre o desenvolvimento humano: Com certeza existe uma grande janela de oportunidade de desenvolvimento até os 6 anos de idade. Se esta janela de oportunidade puder ser aproveitada, é maravilhoso. Mas se não for, sem problemas. O cérebro de todos nós continua fazendo novas conexões durante toda a vida, isso é chamado de Neuroplasticidade.

Então, para mim, continuar estimulando e acreditando no potencial desta pessoas, mesmo que já tenham passado da idade, é o melhor que podemos fazer, mesmo que o desenvolvimento não ocorra tão rapidamente, mas ele certamente vai ocorrer.

Meu propósito de ajudar o desenvolvimento a acontecer

Para isso criei a Neuroganho, para oferecer aos pais e familiares de pessoas com síndrome de Down as ferramentas do Método Doman / Véras para ajudá-las a fazer esta estimulação em casa, de acordo com o orientado pelo método.

São programas de desenvolvimento físico, sensorial e intelectual, como os programas feitos na pesquisa da Universidade do Porto que levaram a criança a alcançar o resultado maravilhoso.

Além dos programas dos métodos acima, eu adicionei os melhores resultados das minhas pesquisas sobre epigenética, o desenvolvimento da criança, o desenvolvimento humano! Dessa forma, tudo isso foi organizado de forma a construir o Método Neuroganho: O caminho da Organização Neurológica. O Método permite que você possa replicar em sua casa todas as sugestões de atividades para cada idade com o grande segredo do sucesso:

Frequência, Intensidade e Duração!

Fazer atividades com as criança sempre é bom. Mas para obter os melhores resultados das atividades, existe uma fórmula que combina a frequência de execução das atividades, com a intensidade com que ela é feita e com a curta duração, que faz que a criança não se canse ou estresse com determinada atividade. Isso permite manter o engajamento, a variedade e a diversificação do programa!

Conheça os Programas de desenvolvimento da Inteligência:

Esta é a minha maneira de ajudar as mães a estimularem o desenvolvimento de suas crianças, oferecendo uma facilidade que eu não tive. Eu precisava fazer centenas de cartões com palavras vermelhas e depois, mais algumas centenas em tamanhos menores e de pois outras centenas em letras pretas. Isso me tirava o sono! Eu passava madrugadas preparando e imprimindo material para ser apresentado no dia seguinte. E se por acaso em uma noite eu estivesse passando mal e não conseguisse preparar este material, no dia seguinte eu me culpava por meu filho não poder executar o programa e continuar o seu desenvolvimento.

Sempre foi meu sonho ter material pronto no dia seguinte e poder dormir uma noite de sono tranquilamente. Agora realizo este sonho para que você possa encontrar mais de 2.721 palavras para início imediato, com seleção pela própria mãe do tamanho e cor de letra mais adequada para o momento de sua criança.

Enfim, além de contar com todo o material pronto e disponível para você, temos também apoio, com orientação e acompanhamento para a mãe, pai ou familiar disponível pelo WhatsApp ou email.

Sobre a minha experiência com a organização neurológica

Quer conhecer a minha história e experiência com a organização neurológica? Baixe meu e-book “O Caminho da Organização Neurológica” gratuitamente!

Conhece alguém que merece receber este presente? Tudo o que você precisa para estimular o desenvolvimento de sua criança no conforto de sua casa, está disponível para você agora mesmo!

Assim, comece agora mesmo a estimular o desenvolvimento cognitivo de sua criança ou jovem, através dos programas da Neuroganho.

Neuroganho oferece para você as ferramentas para a execução dos programas de Leitura e Matemática usado no Método Doman, e Método Véras, da maneira mais pratica, sem precisar passar noites em claro produzindo material!

Dica: comece 1 programa por vez, depois de 1 semana ou 15 dias, você já pode começar um novo programa, mantendo a rotina de execução do programa anterior.

A princípio, no programa de Leitura da Neuroganho você vai encontrar mais de 2.721 palavras já cadastradas em 50 categorias, para uso imediato em português! Mas não pense que é só isso: fazemos questão de criar um programa exclusivo e personalizado para sua criança! Vamos incluir todas as palavras necessárias para fazer um programa de sucesso para você!

Encontre o passo a passo com orientações para fazer cada dia do programa de Leitura na Plataforma Neuroganho em nossos vídeos tutoriais no YouTube.

Se a família é bilingue, e desejar começar a apresentar palavras na segunda língua! Temos 6 categorias em Inglês, 5 categorias em Francês, 6 categorias em espanhol e 1 categoria sofisticada de Estoniano. Mas não se limite a estas, personalizamos para você o programa de sua criança!

Programa de matemática, para a construção do raciocínio lógico e desenvolvimento da capacidade de observação.

No programa de Matemática da Neuroganho você vai encontrar mais de 100 quantidades já cadastradas, para uso imediato do ensino de matemática instantânea para sua criança! Após 15 dias de quantidades, o acesso ao ensino de equações, começando por Adição é liberado! Em adição você vai rever as quantidade que apresentou para sua criança pouco antes, relembrando ao mesmo tempo que estimula o desenvolvimento do raciocínio lógico.

Você conta com o suporte e orientação da equipe da Neuroganho, com experiência desde 2002 no Programa de Organização Neurológica!

Cada sessão de cada programa realizada fica registrada na plataforma para melhor controle e acompanhamento da execução do método. Isso tudo garante maior facilidade de execução e desenvolvimento do método.

Quer saber mais?

Então, o nosso WhatsApp está à sua disposição! Toque ou clique na imagem abaixo e converse com a gente!

Síndrome de Down e Deficiência Intelectual

Criança com Síndrome de Down e sua mãe

É uma associação comum, infelizmente. Mas não é verdadeira. Crianças e jovens com síndrome de Down não precisam ter deficiência intelectual. Assim como já é um consenso de que as crianças com Síndrome de Down precisam de estimulação precoce para o desenvolvimento global, no desenvolvimento intelectual acontece a mesma coisa.

Nunca se deve comparar uma criança com a outra e quando isso acontece, frequentemente as crianças com Síndrome de Down passam a ser consideradas defasadas e até mesmo com deficiência intelectual.

Temos exemplos de jovens com Síndrome de Down incríveis, que se formaram em Universidades, que fizeram pós graduação, que fizeram até mesmo Mestrado. Tem uma vida plena, com realização profissional, amigos, independência inclusive financeira, tudo o que tem direito como ser humano.

Ana Carolina Fruit é um exemplo. Quando eu estava começando o programa de Organização Neurológica nos Institutos Véras no Rio, ela estava tendo alta para a vida! Com 9 anos ela tinha dado uma aula sobre dança, com direito a teoria e prática para uma banca e respondendo a perguntas que foram feitas para ela. Daquele momento em diante ela seguiu o caminho de seu coração, se formando em Edução Física e depois fazendo mestrado em dança.

Qual o segredo desta jovem?

Assim como Ana Carolina Fruit, outros jovens com Síndrome de Down foram estimulados. Felizmente hoje já é um consenso que crianças com síndrome de Down devem receber estimulação precoce. Mas muitos se limitam à estimulação física motora e sensorial. Me entendam por favor, apoio e aprecio esta estimulação, graças à Deus temos profissionais maravilhosos que se empenham em fazer.

Mas o fator decisivo para o desenvolvimento de Ana Carolina foi a estimulação intelectual que sua mãe fez com ela, juntamente com o programa motor.

Tendo conhecido o trabalho dos Institutos Véras, a mãe de Ana Carolina recebeu orientações e começou a estimular o desenvolvimento intelectual da própria filha em casa, seguindo as indicações do Programa de Leitura prescrito pelos Institutos Véras. Mais detalhes do programa de Leitura neste link.

Mas que trabalho é este dos Institutos Véras? É uma linda história. Depois do acidente que ocorreu com o filho de Dr. Raimundo Véras, ele fez uma promessa, que se conseguisse salvar a vida do filho, ele iria ajudar outras famílias com os problemas de seus filhos. Assim ele fez, conheceu Glenn Doman no IAHP e conseguiu salvar seu filho usando as terapias que eles aplicavam nas crianças com lesão cerebral lá em Philadelphia. E Dr. Véras cumpriu a promessa. Trouxe para o Brasil a metodologia de lá e começou a orientar as famílias a como estimular o desenvolvimento de suas crianças com lesão cerebral. Esse método de desenvolvimento ficou conhecido como Método Doman.

O que isso tem a ver com a Síndrome de Down?

E o que isso tem a ver com a Síndrome de Down? O contador de Dr. Raimundo Véras, vendo os resultados de sucesso obtidos em crianças com lesão cerebral, verdadeiros “milagres”, pediu que ele o ajudasse com seu filho. Este filho era uma criança com Síndrome de Down. Lembrem-se que nesta época distante, a síndrome de Down era associada a o que chamavam na época de retardamento mental. Mas, seguindo as orientações do Dr. Véras, a esposa do contador começou a estimular a criança e ficaram maravilhados com os resultados. Assim, esta abordagem ficou conhecida como Método Véras. Não vou contar tudo aqui para não roubar de vocês a oportunidade de lerem um livro inspirador, que vocês podem comprar por este link ou clicando na imagem abaixo.

Resultados surpreendentes: Crianças com Síndrome de Down sem deficiência intelectual.

O resultado foi tão surpreendente para todos, que Dr Véras apresentou seus resultados para a equipe do IAHP sendo orientado por Glenn Doman a testar isso com outras 100 crianças com a Síndrome. Quem o acompanhou disse que ele não testou com 100 crianças, dizem que ele testou com 200 crianças com Síndrome de Down, e conseguiram repetir este resultado maravilhoso com a grande maioria delas, cujos pais seguiram à risca o programa de estimulação para a Leitura.

A partir daí, nos Estados Unidos e em outros países que implantaram o programa, estas crianças deixaram de ser conhecidas como crianças com síndrome de Down, e estas crianças que conseguiram desenvolver seus potenciais mesmo tendo uma alteração genética, passaram a ser conhecidas como Crianças Véras!

Quer ver um estudo cientifico da Universidade do Porto que confirma estas afirmações? Resumo nesta postagem: https://neuroganho.com.br/blog/2020/06/05/sindrome-de-down-veras-e-doman/

Que tal começar com sua criança?

Se você tem uma criança com Síndrome de Down e deseja que ela possa ser feliz, desenvolver seus potenciais se tornando uma pessoa apta a colaborar com suas habilidades, te convido a conhecer a plataforma Neuroganho, nossas ferramentas como o programa de estimulação para a Leitura que oferecemos para pais, mães e familiares de crianças e jovens com síndrome de Down, para desenvolverem o potencial de suas crianças.

Vamos lá? O que você está esperando?

Sua criança tem outra deficiência intelectual?

Para minha alegria, estes profissionais maravilhosos do IAHP criaram esta forma de estimulação em casa, feita para que mães e famílias possam estimular o desenvolvimento de sua criança, estimulando o aprendizado da leitura, da matemática e de todo o conhecimento humano, como algumas das ferramentas utilizadas para fazer com que a organização neurológica aconteça.

Os métodos que compartilham esta filosofia são conhecidos como Método Doman, Método Véras, Método Filadélfia dentre outros. Então não espere, experimente com sua criança. Clique no botão acima.

Para meu filho autista, este programa foi maravilhoso, inclusive trouxe a fala aos 6 anos e meio, mas isso é história para um outro post…