Síndrome de Down, Véras e Doman

menino lindo com um livro no colo feliz

Surpreendentes resultados de uma pesquisa de Portugal sobre o desenvolvimento de crianças com Síndrome de Down e o método Véras / Doman

Trata-se de um trabalho na Universidade do Porto, tese de mestrado em atividades físicas adaptadas de Nuno Ricardo Marques da Silva Reininho. O trabalho sobre o desenvolvimento de criança com Síndrome de Down com o método Doman / Véras é empolgante. Os resultados do desenvolvimento são comparados com os resultados de uma criança submetida à estimulação precoce desde 2 meses. Espero que seja inspirador para mães, pais e famílias.

Os resultados surpreendem e o próprio trabalho também pela seriedade e dedicação do profissional ao abraçar uma metodologia que até hoje aqui no Brasil, é simplesmente desconsiderada pelos meios acadêmicos.

Mesmo que o número de artigos e dissertações sobre a Síndrome de Down seja amplo, encontramos poucas referências ao método Doman/Delacato/Véras e as contribuições dos Institutos para o Desenvolvimento do Potencial Humano (Institutes for the Achievement of Human Potential), no âmbito da investigação, intervenção e desenvolvimento das potencialidades dos portadores desta síndrome (Véras, J. C., 2006; Véras, R., 1993; Doman, 1989, 1984).

Antes de mais nada gostaria de compartilhar a íntegra do estudo de Reininho tem 325 páginas (Link para baixar o trabalho direto do repositório deles), que eu vou resumir para vocês aqui.

Esclarecimentos sobre o método

O método Doman (Organização Neurológica) foi desenvolvido por Glenn Doman para todas as crianças com lesão cerebral e Raimundo Véras fez o estudo, adaptação e a aplicação com muito sucesso para Síndrome de Down. Este método preconiza atividades físicas, sensoriais e de inteligência como forma de tratamento integral às pessoas com deficiências

No meu post anterior eu falo sobre as descobertas de Dr. Raimundo Véras em relação à Síndrome de Down, e sua pesquisa com 200 mães pais e famílias, sobre como estimular o desenvolvimento das crianças com Síndrome de Down, em parceria com Glenn Doman. https://neuroganho.com.br/blog/2020/05/29/sindrome-de-down-e-deficiencia-intelectual/

Como fonte de referência da publicação do Dr. Véras, incluo aqui o link para o livro que ele publicou dedicado às famílias das crianças com Síndrome de Down.

Voltando para a pesquisa: foram selecionadas 2 crianças com a Síndrome de Down com perfil de idade e saúde parecidos sendo que a criança de controle foi sujeita desde os dois meses à estimulação precoce convencional e a outra desde os 7 meses ao Método Doman / Véras. O estudo durou 7 anos em que foram acompanhadas

Assim, cada uma das atividades feitas, rotinas diárias, aparelhos usados é detalhadamente descrita incluindo tabelas, diagramas e fotos. Metodologias foram utilizadas para avaliar as crianças em cada uma das habilidades de percepção, atenção e psicomotricidade.

“Um fato parece sobressair: as pessoas com Síndrome de Down têm um potencial cognitivo a desenvolver. “

Esta afirmação acima faz a síntese do trabalho, e para ser mais fiel ainda à pesquisa transcrevo suas conclusões:

Conclusões da pesquisa

“Vimos que as principais premissas sobre as quais assenta o tratamento preconizado por Glenn Doman (MDom) estão relacionadas com o enorme potencial de inteligência e de desenvolvimento psicomotor das crianças. Verificámos ainda estarmos perante um processo dinâmico, em constante mutação, que pode ser acelerado/optimizado através da utilização dos diferentes estímulos (visuais, auditivos, tácteis, olfactivos, gustativos e psicomotores) com maior frequência, intensidade e duração do que normalmente ocorreria no processo de crescimento. Interiorizámos também a pertinência da aplicação dos procedimentos terapêuticos pelos progenitores, quer pelas implicações emocionais, quer pela motivação adicional que aporta à criança e por permitir o tratamento no seu entorno natural (o domicílio).”

“Por outro lado, pudemos constatar os efeitos positivos da aplicação do método de organização neurológica dos IAHP (MDom), numa criança portadora de trissomia 21 de tipo simples/livre/homogénea (Criança Doman), estimulada pelos pais entre os sete meses e os 7 anos de idade, quando comparada com uma criança (Criança Controlo) acometida pela mesma alteração cromossómica e com um perfil muito aproximado (em termos morfológicos, de sexo e idade, de enquadramento familiar, de saúde, de cronologia académica, de prática desportiva e de estimulação precoce, embora com recurso a métodos distintos)...”

“Por outro lado, quando as prestações da Criança Doman foram analisadas à luz dos dados provenientes da consulta bibliográfica, e dos valores aí apresentados para diferentes tipos de populações (nenhuma delas caracterizada como sendo portadora de deficiências ou limitações psicomotoras e cognitivas), tornou-se evidente estarmos perante um caso enquadrável num perfil de normalidade cognitiva e psicomotora, no que às variáveis estudadas diz respeito.”

Assim, compartilhando este valioso estudo, espero estar contribuindo para o entendimento que crianças / pessoas com Síndrome de Down são capazes como qualquer outra pessoa de se desenvolverem ao receber estímulos adequados para isso.

Sobre a oportunidade de desenvolvimento de pessoas com Síndrome de Down usando o método Véras / Doman

Aqui gostaria de acrescentar minha opinião pessoal sobre o desenvolvimento humano: Com certeza existe uma grande janela de oportunidade de desenvolvimento até os 6 anos de idade. Se esta janela de oportunidade puder ser aproveitada, é maravilhoso. Mas se não for, sem problemas. O cérebro de todos nós continua fazendo novas conexões durante toda a vida, isso é chamado de Neuroplasticidade.

Então, para mim, continuar estimulando e acreditando no potencial desta pessoas, mesmo que já tenham passado da idade, é o melhor que podemos fazer, mesmo que o desenvolvimento não ocorra tão rapidamente, mas ele certamente vai ocorrer.

Para isso criei a Neuroganho, para oferecer aos pais e familiares de pessoas com síndrome de Down as ferramentas do Método Doman / Véras para ajudá-las a fazer esta estimulação em casa, de acordo com o orientado pelo método.

Conhece alguém que merece receber este presente?

Assim, comece agora mesmo a estimular o desenvolvimento cognitivo de sua criança ou jovem, através dos programas da Neuroganho.

Síndrome de Down e Deficiência Intelectual

Criança com Síndrome de Down e sua mãe

É uma associação comum, infelizmente. Mas não é verdadeira. Crianças e jovens com síndrome de Down não precisam ter deficiência intelectual. Assim como já é um consenso de que as crianças com Síndrome de Down precisam de estimulação precoce para o desenvolvimento global, no desenvolvimento intelectual acontece a mesma coisa.

Nunca se deve comparar uma criança com a outra e quando isso acontece, frequentemente as crianças com Síndrome de Down passam a ser consideradas defasadas e até mesmo com deficiência intelectual.

Temos exemplos de jovens com Síndrome de Down incríveis, que se formaram em Universidades, que fizeram pós graduação, que fizeram até mesmo Mestrado. Tem uma vida plena, com realização profissional, amigos, independência inclusive financeira, tudo o que tem direito como ser humano.

Ana Carolina Fruit é um exemplo. Quando eu estava começando o programa de Organização Neurológica nos Institutos Véras no Rio, ela estava tendo alta para a vida! Com 9 anos ela tinha dado uma aula sobre dança, com direito a teoria e prática para uma banca e respondendo a perguntas que foram feitas para ela. Daquele momento em diante ela seguiu o caminho de seu coração, se formando em Edução Física e depois fazendo mestrado em dança.

Qual o segredo desta jovem?

Assim como Ana Carolina Fruit, outros jovens com Síndrome de Down foram estimulados. Felizmente hoje já é um consenso que crianças com síndrome de Down devem receber estimulação precoce. Mas muitos se limitam à estimulação física motora e sensorial. Me entendam por favor, apoio e aprecio esta estimulação, graças à Deus temos profissionais maravilhosos que se empenham em fazer.

Mas o fator decisivo para o desenvolvimento de Ana Carolina foi a estimulação intelectual que sua mãe fez com ela, juntamente com o programa motor.

Tendo conhecido o trabalho dos Institutos Véras, a mãe de Ana Carolina recebeu orientações e começou a estimular o desenvolvimento intelectual da própria filha em casa, seguindo as indicações do Programa de Leitura prescrito pelos Institutos Véras. Mais detalhes do programa de Leitura neste link.

Mas que trabalho é este dos Institutos Véras? É uma linda história. Depois do acidente que ocorreu com o filho de Dr. Raimundo Véras, ele fez uma promessa, que se conseguisse salvar a vida do filho, ele iria ajudar outras famílias com os problemas de seus filhos. Assim ele fez, conheceu Glenn Doman no IAHP e conseguiu salvar seu filho usando as terapias que eles aplicavam nas crianças com lesão cerebral lá em Philadelphia. E Dr. Véras cumpriu a promessa. Trouxe para o Brasil a metodologia de lá e começou a orientar as famílias a como estimular o desenvolvimento de suas crianças com lesão cerebral. Esse método de desenvolvimento ficou conhecido como Método Doman.

O que isso tem a ver com a Síndrome de Down?

E o que isso tem a ver com a Síndrome de Down? O contador de Dr. Raimundo Véras, vendo os resultados de sucesso obtidos em crianças com lesão cerebral, verdadeiros “milagres”, pediu que ele o ajudasse com seu filho. Este filho era uma criança com Síndrome de Down. Lembrem-se que nesta época distante, a síndrome de Down era associada a o que chamavam na época de retardamento mental. Mas, seguindo as orientações do Dr. Véras, a esposa do contador começou a estimular a criança e ficaram maravilhados com os resultados. Assim, esta abordagem ficou conhecida como Método Véras. Não vou contar tudo aqui para não roubar de vocês a oportunidade de lerem um livro inspirador, que vocês podem comprar por este link ou clicando na imagem abaixo.

Resultados surpreendentes: Crianças com Síndrome de Down sem deficiência intelectual.

O resultado foi tão surpreendente para todos, que Dr Véras apresentou seus resultados para a equipe do IAHP sendo orientado por Glenn Doman a testar isso com outras 100 crianças com a Síndrome. Quem o acompanhou disse que ele não testou com 100 crianças, dizem que ele testou com 200 crianças com Síndrome de Down, e conseguiram repetir este resultado maravilhoso com a grande maioria delas, cujos pais seguiram à risca o programa de estimulação para a Leitura.

A partir daí, nos Estados Unidos e em outros países que implantaram o programa, estas crianças deixaram de ser conhecidas como crianças com síndrome de Down, e estas crianças que conseguiram desenvolver seus potenciais mesmo tendo uma alteração genética, passaram a ser conhecidas como Crianças Véras!

Quer ver um estudo cientifico da Universidade do Porto que confirma estas afirmações? Resumo nesta postagem: https://neuroganho.com.br/blog/2020/06/05/sindrome-de-down-veras-e-doman/

Que tal começar com sua criança?

Se você tem uma criança com Síndrome de Down e deseja que ela possa ser feliz, desenvolver seus potenciais se tornando uma pessoa apta a colaborar com suas habilidades, te convido a conhecer a plataforma Neuroganho, nossas ferramentas como o programa de estimulação para a Leitura que oferecemos para pais, mães e familiares de crianças e jovens com síndrome de Down, para desenvolverem o potencial de suas crianças.

Vamos lá? O que você está esperando?

Sua criança tem outra deficiência intelectual?

Para minha alegria, estes profissionais maravilhosos do IAHP criaram esta forma de estimulação em casa, feita para que mães e famílias possam estimular o desenvolvimento de sua criança, estimulando o aprendizado da leitura, da matemática e de todo o conhecimento humano, como algumas das ferramentas utilizadas para fazer com que a organização neurológica aconteça.

Os métodos que compartilham esta filosofia são conhecidos como Método Doman, Método Véras, Método Filadélfia dentre outros. Então não espere, experimente com sua criança. Clique no botão acima.

Para meu filho autista, este programa foi maravilhoso, inclusive trouxe a fala aos 6 anos e meio, mas isso é história para um outro post…