Crise no autismo ou seria uma birra?

Imagem de folhas de araucária queimando, com chamas e pedaços do tronco exposto, representando como fica internamente uma crise no autismo.

A crise no autismo é sinal de que sua criança está inflamada e desregulada e você vai entender porquê.

Por dentro ele está inflamado, queimando. Assistir a isso causa uma dor, uma sensação de impotência, uma vontade de puxar-lo para fora daquela situação, mas esta é a grande diferença entre uma birra e uma crise.

Existe algo mais que tira o chão dos pais do que uma crise? Há algo que se possa fazer durante uma crise no autismo?

Presenciar uma crise de um autista é como passar um trator por cima da pessoa. Uma crise de uma pessoa com autismo, quando acontece com alguém tão querido e próximo como um filho ou filha é absolutamente devastador. Assistir uma crise no autismo e não saber como ajudar é de um sofrimento indescritível. Abaixo vou te apresentar a minha perspectiva.

Segredos escondidos em uma crise no autismo

Um dos grandes problemas das crises, é a tempestade de substâncias que são secretadas no sangue, que ficam circulando depois e podem ser facilitadores para uma nova crise justamente porque o corpo literalmente "inflamado e irritado" gerando um ciclo vicioso de novas crises em sequencia que vão ser gatilhos para novas crises. Um ciclo vicioso.

As crises liberam além de cortisol, que é o hormônio do estresse, liberam também citocinas inflamatórias, uma tempestade delas. Isso combinado com a reduzida capacidade de detox encontrada frequentemente nos autistas, mantém estas toxinas e hormônios secretados circulando e então, adivinha o que acontece? Mais crise no autismo! Porquê?

Porque inflamação gera irritação!

Porque inflamação gera irritação que desregula e destempera a criança no sentido dela perder a temperança. Ela queima por dentro e então ela explode por fora. Não é objetivo nesta postagem aprofundar em conteúdos técnicos de especialidades médicas, mas a neuro inflamação merece um post completo. Assim vou abordar a questão da crise no autismo pela visão de pais, como eles podem atuar e agir de forma a quebrar este círculo vicioso e ir para um virtuoso.

Apenas gostaria de alertar que este círculo vicioso é extremamente extenuante para a criança e também para a família. Infelizmente, quando a família alcança um ponto de esgotamento, muitas crianças com crises são encaminhadas para a psiquiatria e recebem medicações que ainda não são aprovadas para uso em crianças. Os médicos, sabendo do malefício que as crises causam no corpo destas crianças estão querendo, com a maior boa intenção auxiliar aqueles que lhe chegam. Mas estes profissionais maravilhosos não fazem milagres. Não existe uma pílula mágica para acabar com o autismo e deixar a criança típica novamente. Não existe uma pílula mágica para acabar com as crises. Eles são humanos e com os recursos limitados que tem, fazem o melhor que podem. Os médicos tem todo o meu respeito e consideração.

Dessa forma, trago aqui a minha experiência pessoal de crises no autismo e outras mais com a intenção de expandir os horizontes.

Minha experiência com crises

Um pouco da minha experiência: Eu cresci assistindo crises epiléticas. Não estou aqui querendo comparar uma crise do autismo com uma crise epilética, eles são diferentes em muitos aspectos e similares em outros. Só peço que continue a leitura para entender a minha experiência e depois me conte nos comentários se foi útil para você.

Meu irmão caçula, apenas 10 meses mais novo que eu tinha epilepsia refratária. Na época eu não entendia o que isso queria dizer, mas ele passava muito tempo comigo já que éramos só nós dois e eu pude presenciar centenas de crises. Epilepsia refratária é uma epilepsia de difícil controle, como era a do meu irmãozinho. Nos anos 70 do século XX, não haviam muitas medicações para as crises, então meus pais pediam a amigos e parentes que viajavam ao exterior para trazerem medicações que aparentemente estavam fazendo sucesso lá fora. Sempre com indicação médica. Ele tomava 2, 3, 5 medicações diferentes por dia e as crises continuavam. Então eu estava lá, ao lado dele, assistindo tudo aquilo e tentando fazer algo para ajudar.

As crises tem padrões?

Eu observava alguns padrões sutis nas crises dele. Sempre antes de uma crise a expressão dele mudava. Eu passava muito tempo com ele e assim, só de olhar para ele eu já sabia que estava vindo uma crise. E sim, eu acertava, instantes depois eu já estava assistindo mais uma delas. Nestes momentos uma explosão de impotência acontecia dentro de mim! Meu querido irmãozinho caçula ali estava, tendo aquela reação na minha frente e eu nada podia fazer. O terror de assistir aquilo frequentemente foi me chamando a atenção para o que acontecia antes. Como eu poderia evitar que aquilo acontecesse novamente?

E fui vendo que, com uma frequência muito grande, haviam situações que ele tinha dificuldade de lidar e que lembravam uma situação anterior que ele também teve dificuldade de lidar e ele acabou tendo uma crise. Era como se o cérebro dele fechasse curto-circuito para apagar uma situação ou emoção que ele não tinha conseguido lidar e cada vez que uma situação despertava uma emoção parecida, aquela lembrança era acionada e o cérebro fechava um curto-circuito.

Desta forma eu via que antes das crises, uma situação de não ser entendido, não ser atendido, ser contrariado, ou uma sobrecarga sensorial estava presente. Isso foi me ajudando a conversar com ele, distrair meu irmãozinho daquela situação ia ajudando a ter menos crises dele para assistir.

As crises no autismo

Voltando para o presente, eu pude observar também que nas crises no autismo de meu filho acontecia algo parecido. Antes de uma crise, sempre havia um episódio dele não se comunicar, não se sentir entendido, a sensação de que iria reviver uma experiência ruim ou uma sobrecarga emocional eram o gatilho que faziam uma crise acontecer. Isso foi apurando o meu olhar de forma que desenvolvi estratégias para que ele não entrasse em crise.

Abrindo um parênteses aqui: o eletroencefalograma / mapeamento cerebral de meu filho desde pequeno apresentava moderados sinais disfuncionais, inespecíficos, difusos; como os sinais encontrados no mapeamento de crianças que tem convulsões. Felizmente, meu filho nunca chegou a ter uma convulsão, graças à forma que eu observava e abordava as prévias de suas crises.

Assim, esclarecidos estes pontos, vamos ao assunto dessa postagem: Crises no autismo ou seria uma birra?

Uma birra passa!

Uma birra passa quando a criança recebe o que quer. Tende a acontecer quando a criança ou jovem se sente contrariada e assim usa deste artifício como uma criança típica também faz. As crianças até uma certa idade tendem a ter este comportamento egocêntrico e a birra é uma forma de mostrar que não está satisfeita com uma situação ou condição, e, na falta de melhores argumentos, então usa esta estratégia para obter o que deseja.

Uma crise no autismo não passa.

Nada que os pais, família, pessoas próximas façam ajuda a passar. Existe uma tempestade de bioquímicos sendo liberados no sangue que tendem a permanecer e a facilitar acontecer uma nova crise na sequencia.

Durante a crise no autismo, com uma grande dor vemos que a criança ou jovem mesmo que receba o que desencadeou a crise não consegue parar. Algo escapa de seu controle. Existe a liberação de diversos compostos no sangue que fazem aquela condição perdurar.

Uma crise dá sinais

Um observador mais atento pode perceber mudanças na fisionomia da criança antes que uma crise exploda. Pode ajudar neste momento pedir ajuda da criança, explicar que está percebendo que algo a está incomodando, que algo está acontecendo. Pedir para ela para explicar melhor!

Meu filho não é verbal, como controlo suas crises no autismo?

Assim como meu filho antes de começar os programas de organização neurológica (várias atividades que fazem com que o cérebro da criança retomem o desenvolvimento típico) também não era verbal, se sua criança não for verbal, existem formas de abordar sua criança de forma que ela consiga se expressar em um momento pré crise.

Antes da crise em si acontecer, sua criança será capaz de se comunicar com você mesmo ela não sendo verbal. Você sabe que ela está com frio, com sede ou com fome, mesmo ela não falando, certo? Então você vai desenvolver algumas novas formas de se comunicar, recursos da comunicação alternativa para que sua criança comunique com você a necessidade dela naquele momento.

Uma das formas que usamos (até que a criança desenvolva a fala), é fazer uma pergunta e apresentar para ela duas palavras sim e não, para que ela possa escolher entre elas, e continuar perguntando de forma que ela escolha entre o sim e o não até que você consiga entender o que ela está querendo.

O programa de Leitura é uma excelente ferramenta para isso, pois está associado a momentos de descontração e prazer para a criança e pode dar um conforto para elas ao verem uma palavra conhecida e que pode ser usada nessa ocasião para explicar o que a criança quer.

Meu filho tem ecolalia, como eu faço?

Para crianças já verbais, pode ficar mais confuso pedir para a criança falar, as crianças com ecolalia tendem a falar assuntos específicos e não responder perguntas diretas. Para elas, você pode também tentar o recurso do sim e do não até chegar onde a criança quer. Elas vão tender a fugir do assunto que a está incomodando? Sim, vão, este assunto, tema ou situação realmente as incomoda e ela vai tentar escapulir. Se for este o caso, vá conversando, perguntando rodeando até conseguir.

O que faço durante a crise?

Ajude-o a respirar! Respirar, oxigenar o corpo faz um benefício extraordinário. Um dos programas que temos para ajudar na organização é respiração.

O outro é oferecer um copo de água. Ao engolir a água ela precisa organizar a respiração para não engasgar, vai ajudar com a primeira dica acima.

Algo a fazer fora da crise?

No mais, invista em recursos que vão ajudar o desenvolvimento a acontecer. Quando o desenvolvimento acontece, as crises naturalmente vão se espaçando mais.

Conheça o curso O Caminho da organização neurológica! Você vai ter acesso a práticas e conteúdos que há décadas vem trazendo resultados no desenvolvimento das crianças.

O curso tem um módulo exclusivo Crescimento Social, com 10 recursos práticos para gradualmente ir entendendo melhor sua criança e consequentemente fazer com que ela se comunique melhor, entenda o ambiente, e saiba se comportar.

Antes de terminar quero te explicar a foto desta publicação: durante uma crise, a sua criança ou seu jovem está assim por dentro: inflamado, queimando descontroladamente. Salve esta imagem em sua mente e se lembre dela quando vir uma criança autista tendo uma crise.

Atenção: Este é um texto de opinião e experiência sobre crises no autismo. NÃO substitui aconselhamento médico, terapêutico ou de profissional da saúde. NÃO se destina a substituir o aconselhamento, o diagnóstico ou o tratamento médico e nutricional. Sempre procure a orientação do seu médico, terapeuta ou nutricionista com quaisquer perguntas que você possa ter sobre uma condição médica ou nutricional, respectivamente.

Método Doman, quanto tempo esperar entre sessões?

Areia rosa escorrendo da parte superior de uma ampulheta para a parte inferior. Texto escrito: Intervalo entre sessões 5 minutos.

Uma das perguntas mais frequentes que recebo sobre a execução dos programas do Método Doman de organização neurológica é: qual o melhor intervalo entre sessões ou quanto tempo esperar entre sessões de um programa?

Para responder isso, devo antes oferecer alguns esclarecimentos:

De quais programas você está falando, que é preciso esperar um tempo entre sessões?

Consideramos os programas de estimulação do desenvolvimento de inteligência abaixo, para aplicação deste intervalo entre sessões:

  • Programa de Leitura,
  • Programa de Matemática,
  • Bits ou pedaços de Inteligência,
  • Programa de Conhecimentos.

Todos estes são programs utilizados pelo Método Doman e também aplicados nos Método Véras, Padovan dentre outros.

Esclarecemos que os programas em nossa forma de ver não devem ser começados todos juntos. Recomendamos que a família comece um programa de cada vez, justamente para se acostumar com o ritmo. Assim que conseguir pegar prática, por 1 ou 2 semanas ou até 1 mês, de como se sentir confortável, comece o programa seguinte.

Quais os fundamentos deste tempo que devo esperar entre as sessões de um programa?

Estes métodos usam os princípios que hoje são conhecidos como neuro-aprendizagem, em que os resultados são multiplicados com a repetição das informações ao longo do dia.

A princípio, por volta dos anos 50 do século passado, quando a equipe de Filadélfia começou a fazer várias descobertas e organizá-las no método que posteriormente seria conhecido como Método Doman. Os pesquisadores observaram que a repetição dos conteúdos ao longo do dia era muito, muito, mas muito importante para a ajudar a aprendizagem.

Inicialmente, as primeiras edições dos livros falavam em esperar 30 minutos entre cada uma das sessões. Em todos os livros: Como ensinar seu bebê a ler, Como ensinar matemática a seu bebê, e O que fazer; Glenn Doman aborda o tempo de 30 minutos como sendo ideal para aguardar entre as sessões.

Posteriormente, edições mais recentes falam em aguardar 15 minutos entre cada uma das sessões de cada um dos programas, pois ao longo de décadas, os pesquisadores foram observando que intervalo menores também ofereciam ótimos resultados. E os Institutos continuaram testando tempos menores de exibição.

Qual o melhor intervalo entre sessões?

Recentemente, em uma live em 12 de setembro de 2020 de Spencer Doman, Doman Internacional, eu tive o privilégio de perguntar para ele qual seria o melhor tempo para os pais aguardarem entre a exibição de uma sessão de um programa e a próxima sessão deste programa.

Para quem não conhece Spencer Doman, ele é neto de Glenn Doman, sua mãe Rosalind aprendeu com o próprio Glenn a estimular o desenvolvimento de seus 4 filhos, sendo que hoje Rosalind Doman é Diretora Clínica de Doman Internacional e Spencer Doman é o diretor de Inovação.

Pois foi o próprio Spencer Doman que me respondeu que, apesar dos livros apresentarem tempos maiores, eles tem levado em consideração a dificuldade dos pais de espassarem tanto as sessões, e assim, avaliando o desenvolvimento de milhares de crianças. Atualmente em 2020, eles sugerem o intervalo de 5 minutos entre cada sessão para cada programa.

Enfim, se você faz uma sessão do programa de Leitura às 9:00h da manhã, às 9:05h já pode fazer uma nova sessão do Programa de Leitura. Do mesmo modo, se você está fazendo também o programa de matemática, pode intercalar as sessões com o programa de leitura. Igualmente estes dois programas podem ser intercalados com os programas de bits ou pedaços de inteligência e com o programa de conhecimentos.

Exemplo de intervalos entre sessões:

Assim, uma manhã de seu programa para uma criança que gosta de animais poderia incluir uma categoria de bits de raças de cães, bandeiras dos países e personagens históricos ficar da seguinte forma:

9:00h Programa de Leitura - Nomes

9:01h Programa de Matemática - Quantidades

9:03h Bits ou Pedaços de Inteligência - Raças de Cães

9:05h Programa de Leitura - Partes do corpo

9:06h Programa de matemática - outro grupo de Quantidades

9:08h Bits ou Pedaços de Inteligência - Bandeiras

9:10h Programa de Leitura - nomes de Animais

9:11h Programa de Matemática - primeiro grupo de Quantidades novamente

9:13h Bits ou Pedaços de Inteligência - Personagens Históricos

9:15h Programa de Leitura - Nomes

9:16h Programa de Matemática - segundo grupo de Quantidades

9:18h Bits ou Pedaços de Inteligência - Raças de Cães

9:20h Programa de Leitura - Partes do corpo

9:21h Programa de matemática - primeiro grupo de Quantidades

9:23h Bits ou Pedaços de Inteligência - Bandeiras

9:25h Programa de Leitura - nomes de Animais

9:26h Programa de Matemática - segundo grupo de Quantidades

9:30h Bits ou Pedaços de Inteligência - Personagens Históricos

Para saber como é a fase 1 - Palavras simples do Programa de Leitura, veja esta postagem de nosso blog: https://neuroganho.com.br/blog/2019/01/11/como-ensinar-seu-bebe-a-ler-sobre-o-livro-de-glenn-doman-etapa-1-palavras-simples/

À medida que você for evoluindo com sua criança, novos programas serão adicionados à planilha acima, como 1 jogo de pares de palavras para o program de Leitura e 1 jogo de equações para o programa de matemática.

As palavras simples devem continuar sendo apresentadas no programa até que a criança esteja lendo fluentemente, pois são um ótimo recurso para aumentar a velocidade de leitura e vocabulário.

Por isso recomendamos iniciar cada programa quando estiver confortável no programa anterior.

E os programas motores?

Já para os programas motores (arrastar, engatinhar, pendurar, braquear, caminhar e correr) a lógica é inversa, começamos com curtas sessões muitas vezes por dia de forma que com o passar do tempo a criança consiga ir aumentando as distancias percorridas e conseguimos enfim 1 sessão no dia cumprindo a meta.

Quer aprender tudo que você pode fazer para estimular o desenvolvimento de sua criança?

Conheça o caminho da Organização Neurológica, cada passo e cada recurso que você mãe ou familiar podem fazer em casa com sua criança!

Síndrome de Down, Véras e Doman

menino lindo com um livro no colo feliz

Surpreendentes resultados de uma pesquisa de Portugal sobre o desenvolvimento de crianças com Síndrome de Down e o método Véras / Doman

Trata-se de um trabalho na Universidade do Porto, tese de mestrado em atividades físicas adaptadas de Nuno Ricardo Marques da Silva Reininho. O trabalho sobre o desenvolvimento de criança com Síndrome de Down com o método Doman / Véras é empolgante. Os resultados do desenvolvimento são comparados com os resultados de uma criança submetida à estimulação precoce desde 2 meses. Espero que seja inspirador para mães, pais e famílias.

Os resultados surpreendem e o próprio trabalho também pela seriedade e dedicação do profissional ao abraçar uma metodologia que até hoje aqui no Brasil, é simplesmente desconsiderada pelos meios acadêmicos.

Mesmo que o número de artigos e dissertações sobre a Síndrome de Down seja amplo, encontramos poucas referências ao método Doman/Delacato/Véras e as contribuições dos Institutos para o Desenvolvimento do Potencial Humano (Institutes for the Achievement of Human Potential), no âmbito da investigação, intervenção e desenvolvimento das potencialidades dos portadores desta síndrome (Véras, J. C., 2006; Véras, R., 1993; Doman, 1989, 1984).

Antes de mais nada gostaria de compartilhar a íntegra do estudo de Reininho tem 325 páginas (Link para baixar o trabalho direto do repositório deles), que eu vou resumir para vocês aqui.

Esclarecimentos sobre o método da organização neurológica

O método Doman (Organização Neurológica) foi desenvolvido por Glenn Doman para todas as crianças com lesão cerebral e Raimundo Véras fez o estudo, adaptação e a aplicação com muito sucesso para Síndrome de Down. Em suma: este método preconiza atividades físicas, sensoriais e de inteligência como forma de tratamento integral às pessoas com deficiências

No meu post anterior eu falo sobre as descobertas de Dr. Raimundo Véras em relação à Síndrome de Down, e sua pesquisa com 200 mães pais e famílias, sobre como estimular o desenvolvimento das crianças com Síndrome de Down, em parceria com Glenn Doman. https://neuroganho.com.br/blog/2020/05/29/sindrome-de-down-e-deficiencia-intelectual/

Como fonte de referência da publicação do Dr. Véras, incluo aqui o link para o livro que ele publicou dedicado às famílias das crianças com Síndrome de Down.

Pesquisa da Universidade do Porto

Nessa pesquisa foram selecionadas 2 crianças com a Síndrome de Down com perfil de idade e saúde parecidos sendo que a criança de controle foi sujeita desde os dois meses à estimulação precoce convencional e a outra desde os 7 meses ao Método Doman / Véras. O estudo durou 7 anos em que foram acompanhadas

Assim, cada uma das atividades feitas, rotinas diárias, aparelhos usados é detalhadamente descrita incluindo tabelas, diagramas e fotos. Metodologias foram utilizadas para avaliar as crianças em cada uma das habilidades de percepção, atenção e psicomotricidade.

"Um fato parece sobressair: as pessoas com Síndrome de Down têm um potencial cognitivo a desenvolver. "

Esta afirmação acima faz a síntese do trabalho, e para ser mais fiel ainda à pesquisa transcrevo suas conclusões:

Conclusões da pesquisa

"Vimos que as principais premissas sobre as quais assenta o tratamento preconizado por Glenn Doman (MDom) estão relacionadas com o enorme potencial de inteligência e de desenvolvimento psicomotor das crianças. Verificámos ainda estarmos perante um processo dinâmico, em constante mutação, que pode ser acelerado/optimizado através da utilização dos diferentes estímulos (visuais, auditivos, tácteis, olfactivos, gustativos e psicomotores) com maior frequência, intensidade e duração do que normalmente ocorreria no processo de crescimento. Interiorizamos também a pertinência da aplicação dos procedimentos terapêuticos pelos progenitores, quer pelas implicações emocionais, quer pela motivação adicional que aporta à criança e por permitir o tratamento no seu entorno natural (o domicílio)."

"Por outro lado, pudemos constatar os efeitos positivos da aplicação do método de organização neurológica dos IAHP (MDom), numa criança portadora de trissomia 21 de tipo simples/livre/homogénea (Criança Doman), estimulada pelos pais entre os sete meses e os 7 anos de idade, quando comparada com uma criança (Criança Controlo) acometida pela mesma alteração cromossómica e com um perfil muito aproximado (em termos morfológicos, de sexo e idade, de enquadramento familiar, de saúde, de cronologia académica, de prática desportiva e de estimulação precoce, embora com recurso a métodos distintos)..."

"Por outro lado, quando as prestações da Criança Doman foram analisadas à luz dos dados provenientes da consulta bibliográfica, e dos valores aí apresentados para diferentes tipos de populações (nenhuma delas caracterizada como sendo portadora de deficiências ou limitações psicomotoras e cognitivas), tornou-se evidente estarmos perante um caso enquadrável num perfil de normalidade cognitiva e psicomotora, no que às variáveis estudadas diz respeito."

Em síntese: a criança com Síndrome de Down pode ter um desenvolvimento como uma criança típica, do ponto de vista psicomotor e cognitivo.

A missão de compartilhar o estudo

Assim, compartilhando este valioso estudo, espero estar contribuindo para o entendimento que crianças / pessoas com Síndrome de Down são capazes como qualquer outra pessoa de se desenvolverem ao receber estímulos adequados para isso.

Sobre a oportunidade de desenvolvimento de pessoas com Síndrome de Down usando o método Véras / Doman

Aqui gostaria de acrescentar minha opinião pessoal sobre o desenvolvimento humano: Com certeza existe uma grande janela de oportunidade de desenvolvimento até os 6 anos de idade. Se esta janela de oportunidade puder ser aproveitada, é maravilhoso. Mas se não for, sem problemas. O cérebro de todos nós continua fazendo novas conexões durante toda a vida, isso é chamado de Neuroplasticidade.

Então, para mim, continuar estimulando e acreditando no potencial desta pessoas, mesmo que já tenham passado da idade, é o melhor que podemos fazer, mesmo que o desenvolvimento não ocorra tão rapidamente, mas ele certamente vai ocorrer.

Meu propósito de ajudar o desenvolvimento a acontecer

Para isso criei a Neuroganho, para oferecer aos pais e familiares de pessoas com síndrome de Down as ferramentas do Método Doman / Véras para ajudá-las a fazer esta estimulação em casa, de acordo com o orientado pelo método.

São programas de desenvolvimento físico, sensorial e intelectual, como os programas feitos na pesquisa da Universidade do Porto que levaram a criança a alcançar o resultado maravilhoso.

Além dos programas dos métodos acima, eu adicionei os melhores resultados das minhas pesquisas sobre epigenética, o desenvolvimento da criança, o desenvolvimento humano! Dessa forma, tudo isso foi organizado de forma a construir o Método Neuroganho: O caminho da Organização Neurológica. O Método permite que você possa replicar em sua casa todas as sugestões de atividades para cada idade com o grande segredo do sucesso:

Frequência, Intensidade e Duração!

Fazer atividades com as criança sempre é bom. Mas para obter os melhores resultados das atividades, existe uma fórmula que combina a frequência de execução das atividades, com a intensidade com que ela é feita e com a curta duração, que faz que a criança não se canse ou estresse com determinada atividade. Isso permite manter o engajamento, a variedade e a diversificação do programa!

Conheça os Programas de desenvolvimento da Inteligência:

Esta é a minha maneira de ajudar as mães a estimularem o desenvolvimento de suas crianças, oferecendo uma facilidade que eu não tive. Eu precisava fazer centenas de cartões com palavras vermelhas e depois, mais algumas centenas em tamanhos menores e de pois outras centenas em letras pretas. Isso me tirava o sono! Eu passava madrugadas preparando e imprimindo material para ser apresentado no dia seguinte. E se por acaso em uma noite eu estivesse passando mal e não conseguisse preparar este material, no dia seguinte eu me culpava por meu filho não poder executar o programa e continuar o seu desenvolvimento.

Sempre foi meu sonho ter material pronto no dia seguinte e poder dormir uma noite de sono tranquilamente. Agora realizo este sonho para que você possa encontrar mais de 2.721 palavras para início imediato, com seleção pela própria mãe do tamanho e cor de letra mais adequada para o momento de sua criança.

Enfim, além de contar com todo o material pronto e disponível para você, temos também apoio, com orientação e acompanhamento para a mãe, pai ou familiar disponível pelo WhatsApp ou email.

Sobre a minha experiência com a organização neurológica

Quer conhecer a minha história e experiência com a organização neurológica? Baixe meu e-book "O Caminho da Organização Neurológica" gratuitamente!

Conhece alguém que merece receber este presente? Tudo o que você precisa para estimular o desenvolvimento de sua criança no conforto de sua casa, está disponível para você agora mesmo!

Assim, comece agora mesmo a estimular o desenvolvimento cognitivo de sua criança ou jovem, através dos programas da Neuroganho.

Neuroganho oferece para você as ferramentas para a execução dos programas de Leitura e Matemática usado no Método Doman, e Método Véras, da maneira mais pratica, sem precisar passar noites em claro produzindo material!

Dica: comece 1 programa por vez, depois de 1 semana ou 15 dias, você já pode começar um novo programa, mantendo a rotina de execução do programa anterior.

A princípio, no programa de Leitura da Neuroganho você vai encontrar mais de 2.721 palavras já cadastradas em 50 categorias, para uso imediato em português! Mas não pense que é só isso: fazemos questão de criar um programa exclusivo e personalizado para sua criança! Vamos incluir todas as palavras necessárias para fazer um programa de sucesso para você!

Encontre o passo a passo com orientações para fazer cada dia do programa de Leitura na Plataforma Neuroganho em nossos vídeos tutoriais no YouTube.

Se a família é bilingue, e desejar começar a apresentar palavras na segunda língua! Temos 6 categorias em Inglês, 5 categorias em Francês, 6 categorias em espanhol e 1 categoria sofisticada de Estoniano. Mas não se limite a estas, personalizamos para você o programa de sua criança!

Programa de matemática, para a construção do raciocínio lógico e desenvolvimento da capacidade de observação.

No programa de Matemática da Neuroganho você vai encontrar mais de 100 quantidades já cadastradas, para uso imediato do ensino de matemática instantânea para sua criança! Após 15 dias de quantidades, o acesso ao ensino de equações, começando por Adição é liberado! Em adição você vai rever as quantidade que apresentou para sua criança pouco antes, relembrando ao mesmo tempo que estimula o desenvolvimento do raciocínio lógico.

Você conta com o suporte e orientação da equipe da Neuroganho, com experiência desde 2002 no Programa de Organização Neurológica!

Cada sessão de cada programa realizada fica registrada na plataforma para melhor controle e acompanhamento da execução do método. Isso tudo garante maior facilidade de execução e desenvolvimento do método.

Quer saber mais?

Então, o nosso WhatsApp está à sua disposição! Toque ou clique na imagem abaixo e converse com a gente!

Síndrome de Down e Deficiência Intelectual

Criança com Síndrome de Down e sua mãe

É uma associação comum, infelizmente. Mas não é verdadeira. Crianças e jovens com síndrome de Down não precisam ter deficiência intelectual. Assim como já é um consenso de que as crianças com Síndrome de Down precisam de estimulação precoce para o desenvolvimento global, no desenvolvimento intelectual acontece a mesma coisa.

Nunca se deve comparar uma criança com a outra e quando isso acontece, frequentemente as crianças com Síndrome de Down passam a ser consideradas defasadas e até mesmo com deficiência intelectual.

Temos exemplos de jovens com Síndrome de Down incríveis, que se formaram em Universidades, que fizeram pós graduação, que fizeram até mesmo Mestrado. Tem uma vida plena, com realização profissional, amigos, independência inclusive financeira, tudo o que tem direito como ser humano.

Ana Carolina Fruit é um exemplo. Quando eu estava começando o programa de Organização Neurológica nos Institutos Véras no Rio, ela estava tendo alta para a vida! Com 9 anos ela tinha dado uma aula sobre dança, com direito a teoria e prática para uma banca e respondendo a perguntas que foram feitas para ela. Daquele momento em diante ela seguiu o caminho de seu coração, se formando em Edução Física e depois fazendo mestrado em dança.

Qual o segredo desta jovem?

Assim como Ana Carolina Fruit, outros jovens com Síndrome de Down foram estimulados. Felizmente hoje já é um consenso que crianças com síndrome de Down devem receber estimulação precoce. Mas muitos se limitam à estimulação física motora e sensorial. Me entendam por favor, apoio e aprecio esta estimulação, graças à Deus temos profissionais maravilhosos que se empenham em fazer.

Mas o fator decisivo para o desenvolvimento de Ana Carolina foi a estimulação intelectual que sua mãe fez com ela, juntamente com o programa motor.

Tendo conhecido o trabalho dos Institutos Véras, a mãe de Ana Carolina recebeu orientações e começou a estimular o desenvolvimento intelectual da própria filha em casa, seguindo as indicações do Programa de Leitura prescrito pelos Institutos Véras. Mais detalhes do programa de Leitura neste link.

Mas que trabalho é este dos Institutos Véras? É uma linda história. Depois do acidente que ocorreu com o filho de Dr. Raimundo Véras, ele fez uma promessa, que se conseguisse salvar a vida do filho, ele iria ajudar outras famílias com os problemas de seus filhos. Assim ele fez, conheceu Glenn Doman no IAHP e conseguiu salvar seu filho usando as terapias que eles aplicavam nas crianças com lesão cerebral lá em Philadelphia. E Dr. Véras cumpriu a promessa. Trouxe para o Brasil a metodologia de lá e começou a orientar as famílias a como estimular o desenvolvimento de suas crianças com lesão cerebral. Esse método de desenvolvimento ficou conhecido como Método Doman.

O que isso tem a ver com a Síndrome de Down?

E o que isso tem a ver com a Síndrome de Down? O contador de Dr. Raimundo Véras, vendo os resultados de sucesso obtidos em crianças com lesão cerebral, verdadeiros "milagres", pediu que ele o ajudasse com seu filho. Este filho era uma criança com Síndrome de Down. Lembrem-se que nesta época distante, a síndrome de Down era associada a o que chamavam na época de retardamento mental. Mas, seguindo as orientações do Dr. Véras, a esposa do contador começou a estimular a criança e ficaram maravilhados com os resultados. Assim, esta abordagem ficou conhecida como Método Véras. Não vou contar tudo aqui para não roubar de vocês a oportunidade de lerem um livro inspirador, que vocês podem comprar por este link ou clicando na imagem abaixo.

Resultados surpreendentes: Crianças com Síndrome de Down sem deficiência intelectual.

O resultado foi tão surpreendente para todos, que Dr Véras apresentou seus resultados para a equipe do IAHP sendo orientado por Glenn Doman a testar isso com outras 100 crianças com a Síndrome. Quem o acompanhou disse que ele não testou com 100 crianças, dizem que ele testou com 200 crianças com Síndrome de Down, e conseguiram repetir este resultado maravilhoso com a grande maioria delas, cujos pais seguiram à risca o programa de estimulação para a Leitura.

A partir daí, nos Estados Unidos e em outros países que implantaram o programa, estas crianças deixaram de ser conhecidas como crianças com síndrome de Down, e estas crianças que conseguiram desenvolver seus potenciais mesmo tendo uma alteração genética, passaram a ser conhecidas como Crianças Véras!

Quer ver um estudo cientifico da Universidade do Porto que confirma estas afirmações? Resumo nesta postagem: https://neuroganho.com.br/blog/2020/06/05/sindrome-de-down-veras-e-doman/

Que tal começar com sua criança?

Se você tem uma criança com Síndrome de Down e deseja que ela possa ser feliz, desenvolver seus potenciais se tornando uma pessoa apta a colaborar com suas habilidades, te convido a conhecer a plataforma Neuroganho, nossas ferramentas como o programa de estimulação para a Leitura que oferecemos para pais, mães e familiares de crianças e jovens com síndrome de Down, para desenvolverem o potencial de suas crianças.

Vamos lá? O que você está esperando?

Sua criança tem outra deficiência intelectual?

Para minha alegria, estes profissionais maravilhosos do IAHP criaram esta forma de estimulação em casa, feita para que mães e famílias possam estimular o desenvolvimento de sua criança, estimulando o aprendizado da leitura, da matemática e de todo o conhecimento humano, como algumas das ferramentas utilizadas para fazer com que a organização neurológica aconteça.

Os métodos que compartilham esta filosofia são conhecidos como Método Doman, Método Véras, Método Filadélfia dentre outros. Então não espere, experimente com sua criança. Clique no botão acima.

Para meu filho autista, este programa foi maravilhoso, inclusive trouxe a fala aos 6 anos e meio, mas isso é história para um outro post...

Autismo e fala: como ajudei a desenvolver a fala

mulher segurando livro para uma criança que está lendo

Como eu ajudei a desenvolver a fala do meu filho com autismo, através de atividades feitas em casa. Sim, este texto foi escrito por uma mãe, que tinha um filho autista não verbal até os 6 anos e maio, mas que descobriu e usou os recursos da Organização Neurológica para fazer o desenvolvimento de sua criança acontecer.

A fala é um processo muito mais complexo e sofisticado do que a simples emissão de um som. A grande maioria dos bebês nasce já emitindo um som ao nascer que evolui para o choro. Contudo, se estes sinais de comunicação não estiverem presentes, é urgente uma consulta a um profissional de saúde.

A comunicação do bebê

Deste choro inicial, choros diferentes vão se diferenciando, como choro de fome, choro de frio, choro de calor, choro de fralda molhada ou suja, e cada mãe logo começa a perceber a diferença entre estes sons. Quem nunca ouviu uma mãe dizer "Isso é choro de fome!"?

Isso já é desenvolvimento de linguagem do bebê, e sim, ficamos orgulhosas quando isso ocorre! Para o bebê, alcançar este desenvolvimento é a certeza de ser atendido mais rapidamente.

Pelo entendimento da Organização Neurológica, se o bebê é capaz de emitir 2 sons distintos usados em situações diferentes para expressar coisas diferentes, este bebê é capaz de se comunicar e desenvolver esta comunicação, sim!!!

Evoluindo a comunicação com a idade

Com o passar do tempo, o bebê vai aumentando as variações da forma de se expressar, reduzindo o choro e substituindo por novos sons. Enquanto isso vai aumentando com o passar do tempo isso é um ótimo sinal.

Mas cada criança se desenvolve em seu próprio tempo, então, do nosso ponto de vista, se a criança não alcançou a habilidade de se comunicar como crianças de sua idade, é momento de estimular de uma forma mais consistente a criança. Quanto mais cedo isso for feito, maiores as chances de sucesso no desenvolvimento da comunicação da criança.

Hoje, felizmente muitos profissionais já reconhecem a importância da intervenção precoce, e isto cada vez mais se mostra valioso para a criança e a família.

Na época que meu filho era pequeno, isso ainda não era discutido. O que mais eu ouvi foi, "cada criança tem seu tempo, vamos aguardar o tempo dele". Isso me custou a oportunidade de ajudar a desenvolver a fala na época em que o cérebro tem sua melhor janela de oportunidade para o desenvolvimento. Hoje eu vejo que o quanto ante se começar a estimulação com maior frequência, maior intensidade, e uma duração reduzida, maior e mais rápido acontece o desenvolvimento da fala da criança.

Autismo e a fala de meu filho

Com meu filho foi assim. Ele já estava com 6 anos e meio e já tinha passado por 5 fonoaudiólogos por períodos diferentes, além de uma especialista em quirofonética da antroposofia. Mesmo assim ele não produzia sons que pudessem ser trabalhados para o desenvolvimento da fala segundo estes especialistas.

Então em minhas buscas pela internet, eu conheci os trabalhos de Glenn Doman, devorei os livros em poucas horas: "O que fazer pela criança", e "Como ensinar seu bebê a ler". Glenn Doman foi o fundador do IAHP de Philadelphia e seus trabalhos deram origem a diversos métodos de estimulação baseados em suas observações e trabalhos desenvolvidos. Dentre os métodos se destacam o próprio Método Doman, o Método Véras, Método Filadélfia, Método Padovan, dentre outros.

Estimulando consistentemente a fala, o segredo de como eu ajudei a desenvolver a fala do meu filho com autismo

Então, meu filho não falava até os 6 anos e meio. Como eu ajudei o desenvolvimento da fala: Com base nos ensinamentos do livro "Como ensinar seu bebê a ler", eu fiz algumas dezenas de cartões de palavras, e comecei a apresentar para ele como explicado nesta postagem aqui: https://neuroganho.com.br/blog/2019/01/11/como-ensinar-seu-bebe-a-ler-sobre-o-livro-de-glenn-doman-etapa-1-palavras-simples/

Eram sessões repetidas 3 vezes ao logo do dia, com 5 palavras em cada sessão. Comecei com um conjunto de palavras, depois adicionei outro e mais outro, ficando com 3 conjuntos ou categorias de palavras. Com 2 meses de estimulação feita por mim, em casa, começou a repetir baixinho as palavras que eu estava apresentando para ele. Apresentando palavras, como assim Ana? Eu estava apresentando as palavras em um dos programas para a estimulação da fala: o programa de leitura. Qual o segredo deste resultado? Um programa apresentado de forma consistente ( frequência intensidade e duração adequadas)!

Assim, apresentando palavras com alegria elogiando a cada término de sessão, foi como eu consegui estimular a desenvolver a fala do meu filho com autismo.

Eu não estou sozinha! Mães ajudam a desenvolver a fala

Já vi isso acontecer com muitas mães e posso dizer que acontece com muito maior frequência do que as pessoas podem imaginar. Assim como eu ajudei a desenvolver a fala de meu filho autista, conheci muitas mães que também conseguiram estes resultados com seus filhos com autismo, com síndrome de Down, e até com paralisia cerebral.

Faça como nós! Apresente as palavras para sua criança como se entregasse a ela um presente, sem cobrar. Elogie muito a cada apresentação, pois isso fortalece o prazer em cada sessão de leitura. Fortalece o vínculo entre vocês. A alegria na apresentação do programa é a chave do aprendizado.

O tempo de estimulação para que cada criança comece a produzir o que chamamos de sons significativos varia de criança para criança, depende de suas condições físicas. Se ela toma ou não medicações que interferem no funcionamento do cérebro, depende de sua condição de saúde, inflamação, alergia, intoxicação. Todas as comorbidades podem estar associadas à estas condições e complicando os quadros de autismo.

Apenas gostaria de acrescentar que os períodos em que os ganhos podem ser notados são períodos que geralmente variam em múltiplos de 3 meses, pois estes ciclos de maturação e organização neurológica ocorrem respeitando os princípios da neurogênese que costumam variar de 8 a 12 semanas a cada ciclo.

Mas nunca vi uma mãe que se dedicou por tempo o suficiente se arrepender.

Não!!! O que acontece é justamente o contrário: mães empolgadas e felizes, querendo fazer mais e mais para ajudar a acontecer o que deveria acontecer: o desenvolvimento de sua criança. Sim, assim como eu ajudei a desenvolver a fala do meu filho autista, eu como elas também queria fazer mais por meu filho.

Fala e alfabetização

Também vemos crianças autistas que falam, mas que tem dificuldade de alfabetização pelos métodos tradicionais. Crianças que podem até ter recebido o diagnóstico de deficiência intelectual começarem devagarinho com o programa de leitura e então se tornarem leitores.

Gostaria de comentar aqui que esta leitura vai acontecer de acordo com a oportunidade que a criança teve de ter aceso às palavras. Se ela pode conhecer por volta de 5 palavras, é considerado sucesso se ela ler estas palavras. Se ela teve oportunidade de conhecer 50 palavras, ela deve ser capaz de ler estas palavras após o ciclo de estimulação de cada palavra.

Muitos críticos ao método dizem que a criança não foi alfabetizado porque se ela foi apresentada à palavra espelho então deveria ser capaz de ler espelhamento por exemplo. Isso vai acontecer mais à frente, depois que a criança tiver tido acesso a um maior número de palavras de forma que ela mesma possa ser capaz de fazer estas deduções.

Neste poste aqui eu explico com mais detalhes a fase 1 do programa de leitura: como ensinar palavras simples: https://neuroganho.com.br/blog/2019/01/11/como-ensinar-seu-bebe-a-ler-sobre-o-livro-de-glenn-doman-etapa-1-palavras-simples/

O desenvolvimento da escrita

A escrita é uma função motora que necessita de desenvolvimento de coordenação motora fina, e oportunidades para este desenvolvimento. Então nada de achar que porque uma criança consegue ler algumas palavras, ela vai conseguir escrever-las. Isso é injusto. Antes de conseguir escrever ela precisa desenvolver oposição cortical, ou seja, a capacidade de pegar objetos usando o polegar. Precisa desenvolver o movimento de pinça, o uso de tesoura, e para isso as atividades de tato e jogos com tampinhas, moedas, argolas todos são muito importantes antes de se colocar um lápis nas mãos da criança.

Aquela premissa: "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa" é muito verdadeira neste caso.

Da mesma forma não se deve cobrar de uma criança que está lendo palavras, a capacidade de escrevê-las.

Consegui explicar minha experiência para vocês? Por favor comentem abaixo o que acharam e se tiveram alguma dúvida ou quiserem esclarecimento em algum ponto, solicite nos comentários que terei maior prazer de aprofundar.

Se desejar ajuda com a estimulação de sua criança através do programa de Leitura, então conheça a solução da Neuroganho, que criou uma ferramenta para transformar esta estimulação de sua criança em uma experiência lúdica e divertida.

E tem mais! Se você quiser mais recursos e ferramentas para ajudar a fazer o desenvolvimento de sua criança acontecer, tenha ela um desenvolvimento atípico ou um desenvolvimento típico, conheça o Caminho da Organização Neurológica, são muitas estratégias para fazer o desenvolvimento das crianças acontecer de uma forma eficiente, lúdica e divertida, que passa pelo ambiente de sua casa, a alimentação, e muitas formas de estimular o desenvolvimento e dar oportunidades para que o desenvolvimento aconteça!

Além destes estímulos, conheça os cuidados e formas eficientes de estabelecer uma comunicação de sucesso com sua criança! Conheça também como levá-la a obter um crescimento social eficiente, de forma que ela possa entender os ambientes e se comportar adequadamente.

Quer saber mais, como eu ajudei o meu filho com autismo a desenvolver a fala? Eu explico isso com mais detalhes na postagem abaixo, e te convido a conhecer o Caminho da Organização Neurológica:

Epigenética: Passo 1 do Autismo

passo1AutismoV Nesta semana do autismo em 2019, Dra. Tielle Machado nos presenteou com lives falando de seus estudos sobre o Autismo. Nós do Neuroganho somos fãs do trabalho dela e comungamos dos mesmos entendimentos sobre como o Autismo deve ser abordado. Assim, uma vez que o conteúdo foi muito significativo, mas a live não está mais disponível para ser assistida, tomamos a liberdade de compartilhar este breve resumo que fizemos de cada um dos passos: Passos para desvendar o quebra-cabeças não só do autismo, mas também de outras síndromes que tem comprometimentos neurológicos: Passo 1: Genética é importante mas epigenética é mais importante! O que é epigenética? Epigenética é a possibilidade de “ligar” ou “desligar” um gene através de intervenções ambientais: A alimentação, a exposição à poluição, o uso de drogas, a prática de exercícios, dentre outros fatores ambientais podem servir para alterar algumas funções dos genes, deixando "marcas epigenéticas". Exemplo prático: Alguém que não tem diabetes na família, se comer só carboidratos, pode ficar diabético. Da mesma forma, um diabético que fizer a dieta com restrição de carboidratos, cetogenica, lowcarb ou alguma outra pode ter muitos ganhos até baixar sua glicose. Alterações na dieta funcionam em muitos casos de pessoas com autismo e outras síndromes que tem comprometimento neurológico. Cortando alguns alimentos, a melhora é perceptível. Aqui aproveitamos para agregar os conhecimentos dos Institutos Véras, responsáveis no Brasil pela avaliação das crianças e jovens, e prescrição do programa de organização neurológica. Pelo programa de organização neurológica, estas intervenções incluem retirar da alimentação tudo que inflama o cérebro: glutamato, adoçantes artificiais, corantes artificiais, aromatizantes artificiais, conservantes artificiais, etc Aqui também aproveito para agregar outros conhecimentos da medicina ortomolecular / integrativa: substituir panelas de alumínio para quem tem elevação de alumínio,  observar se há ingestão de chumbo, arsênico, formaldeído e todos os outros químicos neurotóxicos. Se possível suspender produtos OGM e com agrotóxicos. Estes pontos são tão importantes que retornam no passo 4: no controle da neuro-inflamação. Aqui faço uma homenagem aos pais, mães e familiares de crianças e jovens com autismo e outros comprometimentos neurológicos. Seu trabalho de detetive para juntar as peças do quebra-cabeças é fundamental para o sucesso do desenvolvimento de sua criança. Nas próximas postagens abordaremos cada um dos passos seguintes para ganho de qualidade de vida das pessoas com autismo e seus familiares. Lembramos que qualquer intervenção  nutricional deve ser acompanhada por profissional habilitado responsável. Esta postagem é apenas informativa e não substitui qualquer tratamento, aconselhamento ou acompanhamento por profissional qualificado. Procure seu profissional de confiança.  

Dia do Autismo

fundoFloralrNGazNG Hoje é o dia do Autismo, TEA. Já escureceu e eu ainda não consegui colocar meus sentimentos nesta postagem, pois ainda tem muito emoção misturada. Quando meu filho nasceu, eu estava chegando em Paris (em referência a um vídeo circulando na internet que fala que no autismo, os pais compram uma viagem para Paris e chegam na África). Bom, eu cheguei em Paris, eu achava meu filho lindo, as amigas falavam do quanto ele era "perfeitinho". A vida em Paris era maravilhosa, amigos conosco em Paris, e também familiares. De repente fomos abduzidos e quando nos demos conta, estávamos na Antártida, parecia que um tornado havia nos raptado e deixado neste continente gelado. Em poucas horas, meu filho desapareceu, para nunca mais voltar. Neste momento lutávamos pela vida dele, que parecia sumir por entre meus dedos. Após o risco de morte ser afastado, já em início de recuperação, um famoso neurologista sentenciou: "nunca vai falar, nem ler, nem escrever ". Acabou. Familiares não o queriam por perto, avós falavam que estavam muito ocupadas, tios desapareceram, e aos poucos os amigos também... Eu o levava a várias terapias, mas os progressos não vinham... Até que depois de 6 anos e meio morando na Antártida, resolvi eu mesma colocar mãos a obra e estimular meu filho. Foi a melhor coisa que fiz na vida, agora eu e ele dormíamos  exaustos pelas atividades realizadas, o que era muito melhor do que passar as noites em claro com ele agitado sem dormir e eu sem saber o que seria do futuro dele. Dou graças à Deus todos os dias, por esta minha escolha, e pelas gigantescas pequenas vitórias que vieram de nosso esforço! Tivemos vários progressos, talvez tenhamos alcançado a Patagônia, mas os avós e tios já partiram... A vida na Antártida e na Patagônia ainda é muito solitária. Eu gostaria muito que em 1995 já existisse este dia de conscientização. Talvez fosse mais fácil para os familiares, amigos e para nós. Ele tem 23 anos hoje (2019), terminou o fundamental, navega muito bem na internet no computador, lê, digita buscas, ajuda em casa, com as compras, arruma a despensa, mas é muito menos do que sonhei para ele. As crises praticamente acabaram, assim como seletividade alimentar e noites em claro ficaram no passado. Frequentamos todos os lugares públicos com ele, desde praças, clube, cinema, shopping, corrida de rua, etc... Fazemos o programa de organização neurológica há 17 anos, dieta há 3 anos e meio, iniciando o detox homeopático, e retomando o tratamento com óleos essenciais. Eu amo muito meu filho, como ele é carinhoso, amoroso, compreensivo, solícito, colaborativo, cuidadoso, não existem adjetivos suficientes para expressar o amor, carinho e a admiração que tenho por ele assim como amo meu filho típico. Mas a vida na Patagônia é como na Antártida, fria e agreste, me perdoem, mas ainda não consigo comemorar este dia. Gostou de meu desabafo? Me mande um email, mesmo que não tenha gostado ou comente abaixo. [contact-form][contact-field label="Name" type="name" required="1" /][contact-field label="Email" type="email" required="1" /][contact-field label="Website" type="url" /][contact-field label="Comment" type="textarea" required="1" /][/contact-form]    

O desenvolvimento neurológico

Foto por Negative Space em Pexels.com

No passado acreditava-se que o desenvolvimento cerebral era predestinado e inalterável, determinado pela genética. Pais inteligentes teriam filhos inteligentes, mesmo que estes filhos fossem adotados. Assim se descobriu a importância do ambiente para estimulação do desenvolvimento da criança. 

Felizmente hoje já está documentado a existência da formação de novas conexões no cérebro formadas a partir de estimulação. Isso se chama neuroplasticidade e que este desenvolvimento de novas conexões é estimulado pelo ambiente em que a criança vive.

O Perfil de desenvolvimento humano detalha a etapas para o desenvolvimento neurológico humano, sensorial e motor, e define estágios em relação às áreas do cérebro que estão sendo desenvolvidas em cada etapa.

A evolução destes estágios em relação ao tempo é variável e dependente, de cada criança, como também não só de fatores genéticos, mas sim da freqüência, intensidade e duração dos estímulos enviados ao cérebro pelo meio ambiente da criança. No programa de desenvolvimento neurológico é vital a participação da família, para fazer acontecer o que ainda não está acontecendo no cérebro destas crianças. 

Nas pesquisas dos Institutos, verificou-se que todos os recém nascidos percorriam o mesmo caminho para o desenvolvimento humano.
Pesquisadores então olharam para crianças com desenvolvimento atípico e com o cérebro comprometido e perceberam que todas as crianças iam até um ponto do desenvolvimento normal e paravam, outras regrediam ou não conseguiam atingir este desenvolvimento, nem ultrapassar determinados pontos.

Concluíram que para haver um desenvolvimento normal era necessário o desenvolvimento de seis funções básicas: três motoras (mobilidade, linguagem e capacidade manual) e três sensoriais (capacidade visual, auditiva e tátil). Estas são funções cerebrais e passam por sete níveis de desenvolvimento distintos.
A partir da observação da escala de evolução das espécies em cada função, foi possível ver que cada animal possui uma determinada estrutura cerebral que lhes permite desempenhar essas funções até um determinado nível. Conforme os animais cresciam na escala de evolução, cresciam, também, as funções humanas até o ponto onde se diferem as funções puramente humanas: as funções corticais (início cognição).

Avaliando todas as funções cerebrais em seus diferentes níveis, comparado com as faixas etárias onde se encontram, obtém-se o nível do desenvolvimento humano (idade neurológica) de cada uma destas funções. 

É aí que os estímulos são direcionados. Verificar em cada criança onde houve a interrupção do desenvolvimento e oferecer os estímulos específicos para que este desenvolvimento possa ocorrer, alcançando cada um destes estágios do desenvolvimento humano.
Como uma área estimulada ajuda o desenvolvimento das outras áreas, os estímulos do programa são feitos nas 5 áreas sensoriais, além de estímulos motores, vestibulares e cognitivos.

Noites de sono reparador

close up photography of woman sleeping
Foto por bruce mars em Pexels.com
Este costuma ser um desejo de mães e pais de autistas. Só que a realidade é muito diferente. Muitas crianças autistas passam noites em claro, e suas valorosas mães e pais juntos, vigilantes. Os pais tem razão ao desejarem esta noite de sono reparador para todos. Segundo dr. Lair Ribeiro, uma noite de sono reparador seria o mais importante para termos saúde e qualidade de vida. Só que os pobres pais no dia seguinte, após passarem a noite em claro com sua criança,  precisam de trabalhar, tem uma vida cheia de compromissos e seu rendimento fica comprometido por não conseguir dormir. Da mesma forma, a criança tem seu desempenho em terapias, e atividades escolares comprometido, podendo comprometer até mesmo a capacidade de aprendizado e de reter informações, uma vez que é durante o sono que o aprendizado é gravado no cérebro. Antigamente se achava que a inteligência era um dom de nascença, que se herdava dos pais. Na realidade filhos de pais inteligentes são mais inteligentes, mesmo quando o filho é adotado. Assim se descobriu que o ambiente é responsável pelo desenvolvimento da inteligência, conforme o professor Pierluigi Piazzi. Também o autismo dizem ter causa genética, em 25% dos casos, logo, em 75% dos casos, a causa é ambiental, assim, ao melhorarmos o ambiente, melhoramos não só qualidade de vida das crianças como também da família. Então vamos à algumas medida práticas que podem começar desde já a fazer diferença na sua vida e de sua criança: - Luzes: precisam ser apagadas no horário de dormir, até mesmo aquelas de standby. A Melatonina é um hormônio que só é secretado pela pineal na ausência de luz. Ela faz a regulação do relógio biológico, fazendo que tenhamos sono à noite e disposição pela manhã. Usar dispositivos, telinhas ou telões à noite é um dos grandes responsáveis pelas noites mal dormidas. Não adianta ficar com a tv acesa. Suplementar melatonina pode ajudar apenas na fase inicial do sono, mas a criança pode acordar pouco tempo depois. O uso de hipnóticos ou remédios para dormir, reduz a qualidade do sono e as pessoas acabam acordando mais cansadas no dia seguinte, não conseguindo o desejado sono reparador. Soneca à tarde? No máximo 30 minutos, senão vamos ter mais noites em claro, afinal quem dorme durante o dia fica acordado à noite. Alimentação: é uma das grandes chaves para ganho de qualidade de vida em TEA, SD e TDAH. Algumas pessoas que dizem que não há evidências científicas sobre o impacto da retirada do glúten e da caseína em autistas, se baseiam em estudos que foram feitos por 6 ou 8 semanas que não são suficientes para apresentar resultados significativos, além do que a reintrodução do alimento anula completamente os ganhos. Que tal experimentar com acompanhamento de um nutricionista? Os resultados podem surpreender. Existem produtos alimentícios, que são vendidos geralmente em supermercados, manipulados pela indústria alimentícia e que não são alimentos.  Estes produtos que vem em saquinhos, caixas e que contém vários ingredientes, como glutamato, realçadores de sabor, adoçantes, corantes artificiais, aromatizantes artificiais, conservantes artificiais, são venenos para nossos filhos. Corte imediatamente da sua casa, vai ser ótimo para todos. Eles inflamam o cérebro tornando a criança ansiosa, agitada e agressiva. Prefira alimentos de verdade, comprados em sacolões. - Exercícios físicos são fundamentais, caminhe com sua criança em uma praça, parque ou lugar aberto durante o dia. Correr melhor ainda, qualquer coisa que gaste energia antes de escurecer. - Escureceu? Apague todas as luzes, inclusive aquelas de Standby dos aparelhos. Pode colocar no máximo uma musica instrumental, relaxante de fundo, no escuro, bem baixinha, tipo aquelas de meditação ou que estimulem o relaxamento e acalmam. Uma ótima noite de sono reparador para todos. Abaixo bibliografia de referência sobre este assunto. Comprando estes livros pelos links abaixo você ajuda o desenvolvimento da plataforma Neuroganho. Para você e seu filho que já estão tendo boas noites de sono reparador, oferecemos a plataforma Neuroganho para  ensino de leitura e matemática para crianças e jovens típicos e atípicos, leia nosso artigo sobre o método Doman: Como ensinar seu bebê a ler, sobre o livro de Glenn Doman etapa 1: palavras simples Gostou? Curta, comente e compartilhe, ajude-nos a trazer mais qualidade de vida para mães, pais e suas crianças.

Como ensinar seu bebê a ler, sobre o livro de Glenn Doman etapa 1: palavras simples

adult baby book boy
Foto por Rene Asmussen em Pexels.com

Antes de mais nada, preciso contar que este livro de Glenn Doman já foi traduzido para mais de 18 línguas, sendo sua primeira edição em 1964 e já teve mais de 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, tem orientado pais de todos os cantos do planeta a ensinarem seus filhos em casa, dando-lhes a importante dádiva da alfabetização. De lá para cá, novas edições surgiram e trouxeram os testemunhos e aprendizados com centenas de milhares de pais que reportaram sua experiência, descrevendo suas vitórias. Portanto você não está sozinha, sozinho nessa idéia!

A princípio, porquê devemos ensinar bebês e crianças pequenas a ler?

Doman escreveu este livro para mães e pais, apresentado sua revolucionária idéia, que bebês e crianças são muito, muito inteligentes, e que devemos parar de desperdiçar os anos mais importantes deles, estimulando-os a aprender. E quem melhor para ensinar o bebê a ler? A mamãe, o papai, bem como outras pessoas da família, ou pessoas próximas da criança, mesmo que não sejam parentes!

E como é fácil ensinar um bebê a ler ou ensinar uma criança pequena a ler, e quanto mais nova, mais fácil é, e quanto benefício isso trás para a vida dessa criança. Toda vez que falamos em bebê você pode entender que também crianças com deficiências, crianças com desabilidades, bem como crianças com autismo, síndromes ou doenças raras.

Glenn Doman tem uma bibliografia incrível, seus estudos contribuem de forma dramática para o entendimento do desenvolvimento humano, e que será tema de próxima postagem no blog, sobre como ele ajuda crianças não típicas. Seus trabalhos incluem do mesmo modo como ensinar seu bebê a ler, como ensinar matemática, como ensinar conhecimentos, como ter ótimo desenvolvimento físico, como ensinar a nadar, e vários outros. Portanto ele sabe como ninguém que é possível ensinar o bebê a ler.

Como devemos fazer isso de ensinar um bebê a ler?

O processo de uma mãe ensinar seu bebê a ler ou sua criança a ler deve ser alegre, agradável e divertido para ambos, e posso afirmar que é. Fiz com meus dois filhos, um típico e um autista, e para ambos foi maravilhoso. Porque? Porque para os dois fez completa diferença na vida deles. Dar a eles a oportunidade de desenvolver o potencial humano que eles tem, é um presente que ninguém vai conseguir tirar deles.

Minha história com o programa de Leitura

Para meu filho típico que começou a ler aos 2 anos, trouxe fluência, entendimento do mundo que o rodeia, dos símbolos, das palavras, das frases. Ele nunca teve problemas na escola, afinal quem tem problemas, quem sabe ler ou quem não sabe?

Para meu filho autista então foi espetacular! A leitura trouxe para ele a fala, o melhor entendimento do mundo, de suas regras, a habilidade de se localizar através dos nomes das ruas, praças, avenidas, cidades... Como este não é o tema deste post, deixo para uma próxima postagem.

Os pontos mais importantes para começar a praticar são:

Crianças aprendem muito rápido, tenha um estoque de pelo menos 200 palavras prontas antes de começar, porque o ritmo de aprendizado de seu filho com certeza será muito maior do que sua capacidade de produzir o material.

Quanto mais nova for sua criança, maiores devem ser as letras. para crianças próximas de 1 ano, cada cartão com cada palavra deve ter 60 cm de comprimento por 10 cm de altura e a palavra escrita em letras vermelhas dentro deste cartão com a altura de 7 cm. Sempre escreva palavras em letras minúsculas, e os nomes com apenas a  inicial em maiúsculas. Em suma, você deve escrever as palavras como seu bebê vai encontrar nos textos.

  • Comece o quanto antes, quanto mais nova sua criança, mais fácil e rapidamente ela aprende.
  • Sempre execute o programa quando você e ela estiverem bem dispostas, alimentadas, hidratadas, descansadas. Se em algum momento alguém ficar indisposto, melhor suspender a execução daquele dia e retomar quando todos estiverem bem.
  • Sempre pare antes que a criança queira parar. É muito importante ela desejar pela próxima sessão de leitura.
  • Apresente materiais novos com frequência.
  • Faça um programa consistente e tenha sempre materiais prontos.
  • Nunca teste sua criança. Deixe que ela te mostre com alegria tudo que ela já aprendeu.

Cuidado com este sinal de alerta!

O sinal de alerta é o tédio. Então nunca entedie sua criança. Eles são muito inteligentes, aprendem rápido, não repita materiais por não ter materiais novos para mostrar ou nunca se demore muito para apresentar cada palavra.

Da mesma forma, nunca recompense com balas, doces ou brinquedos. Ao término de cada sessão diga o quanto sua criança é inteligente e o quanto você a admira.

O caminho para a leitura é simples e delicioso, composto de 5 etapas:

  • Palavras Simples
  • Pares de palavras
  • Frases
  • Sentenças
  • Livros

Antes de passar das palavras simples para a etapa seguinte que é pares de palavras, tenha a certeza de que você tenha apresentado quantidade suficientes de palavras para que possa começar as combinações isto deve envolver pelo menos umas 300 palavras. Ao apresentar as palavras simples, escolha palavras que vão compor o par de palavras: dois substantivos. Esta etapa de pares de palavras é importante para formar a base para as frases em que a criança vai adicionando significado à palavra.

Ex: ensinar a categoria de cores, permite depois formar pares como: morango vermelho, abóbora amarela, uva roxa, etc, bem como cores da casas, de flores, de carros etc.

As etapas seguintes são mais sofisticadas e serão explicadas em post à parte.

Como ensinar o bebê a ler?

As palavras devem ser separadas em categorias, isso além de ajudar na organização do material, assim também vai ajudar no desenvolvimento do raciocínio lógico da criança.

Sempre são apresentadas 5 palavras por vez, de uma mesma categoria. Cada palavra simples deve ficar entre 1  segundos no máximo. Estas palavras são repetidas três vezes ao dia.

A cada dia inclua uma nova categoria até o 5o dia, ficaremos com 5 jogos de palavras por dia. Do sexto dia em diante, comece a substituir palavras dentro de cada jogo de palavras.

Resumindo:

  • Conteúdo diário: 5 jogos de palavras (5 categorias)
  • Cada sessão: 1 jogo de palavras por vez
  • Frequência:  Cada jogo, três vezes ao dia
  • Intensidade: comece com palavras com 7 cm de altura
  • Duração: 1 segundo cada palavra, total de cada sessão 5 segundos.
  • Novas palavras: 1 palavra nova por dia em cada jogo de palavra após o 5o dia de cada jogo, aposentando 1 palavra antiga.
  •  Vida útil de cada palavra após o 5 dia da sessão: 15 sessões
  • Regra de ouro: Pare antes que a criança queira parar.

Comece já

Para você que quer começar imediatamente e tem pouco tempo para produzir o material, nós oferecemos a plataforma Neuroganho. Milhares de palavras já cadastradas, com todas as características de tamanho, e duração de cada apresentação: duração de cada palavra, tempo e cor da palavra. Tudo isso  disponível para você executar da mesma forma em seu monitor de computador ou na sua smartTV, com telas à partir de 29 polegadas e aceso à internet.

Tudo que você fizer com sua criança fica armazenado na plataforma disponível para consulta, para rever e com orientações de execução do programa!

Além disso, nós da Neuroganho acreditamos no potencial das crianças! Então, com nossa experiência desde 2002 aplicando os programas, criamos para as famílias que acreditam no potencial de suas crianças uma estratégia para que o desenvolvimento aconteça!

Alguém tem dúvidas de que bebês e crianças precisam ir ao dentista? Assim como toda criança precisa de um dentista, a estratégia da Organização Neurológica funciona para crianças com desenvolvimento típico, crianças com desabilidades, crianças com deficiências intelectuais, crianças com diagnósticos de autismo (TEA), síndrome de Down (T21), síndromes ou doenças raras, porque todas tem cérebro e as famílias podem ajudar a fazer seu desenvolvimento acontecer!

Me conte aqui embaixo o que você achou e o que mais você gostaria de ler aqui no blog!